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Alckmin diz que ataque contra civis em Gaza é 'inconcebível'

Assim como Lula, vice-presidente fez um apelo à comunidade internacional por um cessar-fogo imediato no conflito Israel-Hamas

Brasília|Da Agência Brasil

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Alckmin repudiou morte de civis palestinos em Gaza
Alckmin repudiou morte de civis palestinos em Gaza Cadu Gomes / VPR / 06.12.2023

O vice-presidente Geraldo Alckmin repudiou o ataque na Faixa de Gaza contra palestinos que aguardavam por ajuda humanitária, resultando em 104 mortes. Assim como o próprio governo brasileiro, Alckmin criticou a ação e afirmou que trata-se de uma situação "inconcebível". O governo israelense nega que tenha cometido genocídio contra a população palestina e argumenta que se defende dos ataques do grupo terrorista Hamas.

"Fiquei absolutamente chocado com a notícia do ataque contra civis palestinos na Faixa de Gaza, perpetrado por forças militares israelenses, que vitimou dezenas de pessoas e feriu outras centenas. Obstar o acesso de indivíduos à ajuda humanitária é inconcebível sob qualquer perspectiva, e abrir fogo contra civis viola os preceitos mais básicos de humanidade", escreveu em postagem nas redes sociais.

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Inicialmente, as Forças de Defesa de Israel negaram qualquer envolvimento direto, atribuindo as mortes a tumultos e confrontos. Mais tarde, um porta-voz militar admitiu que tanques israelenses efetuaram disparos de advertência, mas continuou a negar que as tropas tivessem alvejado a multidão.

Fazendo coro ao presidente Luiz Inácio Lula da Siva, Alckmin ainda fez um apelo à comunidade internacional por um cessar-fogo imediato.

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"Lutar pela paz, como defende o presidente Lula, não é mais uma opção, mas um imperativo ético que deve orientar todos os esforços da comunidade internacional neste momento. É preciso dar o primeiro passo no caminho da paz: cessar-fogo imediato, libertação dos reféns e entrada de assistência humanitária".

Mais cedo, Lula propôs que a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) faça uma moção à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fim imediato do genocídio de palestinos na Faixa de Gaza. Lula discursou durante a reunião de cúpula da Celac, em Kingstown, em São Vicente de Granadinas.

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Comunidades judaicas criticam posicionamento do governo

Comunidades judaicas no Brasil criticaram a postura do governo federal. Na avaliação do presidente da Fisesp (Federação Israelita do estado de São Paulo), Marcos Knobel, há uma "parcialidade muito grande" do Itamaraty.

"Infelizmente, o governo brasileiro já mostrou sua posição. Uma coisa que é muito importante é que toda a vida de um israelense e de um palestino é igual. Nós sentimos muito toda vida que é perdida nesse conflito", afirmou.

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Segundo o presidente executivo da Fisesp, Ricardo Berkiensztat, o que aconteceu ainda "não está claro".

"O governo brasileiro já saiu com uma manifestação como se a informação do Hamas fosse fidedigna. Acho que é intolerável também continuarmos com 136 pessoas reféns dentro dos túneis do Hamas desde o dia 7 de outubro. Cabe à comunidade internacional conseguir a libertação dos 136 reféns que estão lá", disse.

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