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Brasília Após decisão do STF, CPI decide ouvir CEO da VTCLog

Após decisão do STF, CPI decide ouvir CEO da VTCLog

Andreia Lima depõe no lugar do motoboy Ivanildo Gonçalves, desobrigado a comparecer por decisão de Nunes Marques 

  • Brasília | Sarah Teófilo, do R7, em Brasília

Jefferson Rudy/Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 decidiu ouvir nesta terça-feira (31/8) a CEO da empresa de logística VTCLog, Andreia Lima. A decisão se deu depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques conceder ao motoboy Ivanildo Gonçalves, na noite da última segunda-feira (30), autorização para não comparecer ao depoimento. O motoboy é apontado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como funcionário da empresa e autor de saques em espécie na conta da empresa que superam R$ 4,5 milhões.

Andreia Lima é executiva da VTCLog, empresa contratada pelo Ministério da Saúde para receber, armazenar e distribuir as vacinas contra o coronavírus. Registros telefônicos de Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, indicam que os dois conversaram mais de 100 vezes. 

A VTCLog firmou diversos contratos com o governo federal, a maior parte deles com o Ministério da Saúde. Os senadores suspeitam de irregularidades em relação às contratações com a Saúde, em especial de um contrato firmado quando Roberto Dias estava à frente da Diretoria de Logística. Dias é investigado na CPI e passou a ser alvo depois que foi denunciado à comissão um suposto pedido de propina de US$ 1 por dose de vacina contra Covid-19.

Relatório do Coaf obtido pelo R7 mostrou que a empresa fez saques que sinalizam "artifício de burla"

O depoimento de Andreia ocorre depois que o ministro Nunes Marques autorizou o motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva, citado em relatório do Coaf sobre a empresa de logística VTCLog, a não comparecer ao depoimento na CPI desta terça-feira (31). O relatório do Coaf analisa as contas da empresa entre janeiro de 2018 e julho deste ano e mostra que Ivanildo, apontado como funcionário da VTCLog, chegou a sacar, neste período, mais de R$ 4,5 milhões em espécie.

Caso opte por comparecer, Nunes Marques concedeu a Gonçalves "o direito ao silêncio, podendo não responder, se assim preferir, a perguntas a ele direcionadas; o direito à assistência por advogado durante o ato; o direito de não ser submetido ao compromisso de dizer a verdade ou de subscrever termos com esse conteúdo; e o direito de não sofrer constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício dos direitos anteriores".

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