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Após encontro com Fachin, Marinho defende investigação de ministros do STF pelo Senado

Líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio defende mudança nas regras do Senado para permitir investigação

Brasília|Augusto Fernandes e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senador Rogério Marinho defende mudança no regimento do Senado para facilitar investigações de ministros do STF.
  • Marinho critica atual postura do Senado como omissa e sugere que 49 senadores possam iniciar investigações.
  • Ele acusa ministros do STF de viés político e expressa desejo de normalizar relações entre os Poderes.
  • Marinho comenta sobre a revisão criminal de Jair Bolsonaro e critica a proposta da PEC 6x1.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brazilian Senator Rogerio Marinho, campaign coordinator for Brazilian presidential candidate Flavio Bolsonaro of the Liberal Party (PL), speaks to the media after a meeting with Supreme Court Chief Justice Edson Fachin, ahead of the presidential election runoff, in Brasilia, Brazil, October 6, 2026. REUTERS/Mateus Bonomi
Rogério Marinho teve reunião com Edson Fachin no STF Mateus Bonomi/Reuters - 6.10.2026

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), defendeu nesta terça-feira (6) uma mudança no regimento interno do Senado para facilitar a abertura de investigações sobre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) diante de suspeitas de crime de responsabilidade.

A declaração foi dada após o parlamentar se reunir com o presidente do STF, Edson Fachin. Marinho classificou a atual postura do Senado como omissa e criticou a regra do regimento interno que concede poder exclusivo ao presidente do Senado para decidir sobre a abertura de impeachment.

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“Deixamos claro que, na hora em que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do Supremo Tribunal Federal, o Senado não vai se omitir. Hoje ele tem se omitido”, disse o senador em entrevista a jornalistas.

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“Não existe poder absoluto, e o crime ou indício de crime cometido por quem quer que seja não pode ser acobertado pelo corporativismo. Nós não defendemos omissão, defendemos o cumprimento da Constituição. Então, se crimes de responsabilidade forem cometidos, é evidente que eles têm que ser investigados”, acrescentou Marinho.

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O senador defendeu incluir no regimento interno uma regra estabelecendo que, se 49 senadores subscreverem um requerimento contra um ministro, o pedido seria encaminhado automaticamente à Procuradoria do Senado. Se constatados os elementos técnicos legais, a abertura do processo seria obrigatória, independentemente da vontade do presidente do Senado.

“Queremos reconstruir o país, queremos normalizar a relação entre os Poderes, queremos que a separação seja de fato”, pontuou Marinho.

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Críticas a ministros e PEC da escala 6x1

À imprensa, o líder da oposição disse ainda que os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino “têm se comportado com viés político” à frente do STF.

“Não me nego a conversar com eles. Mas vamos esperar passar o viés eleitoral. Uma conversa com Flavio não é impossível, mas eles têm um perfil político”, opinou.

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Questionado sobre a PEC que acaba com a escala 6x1, Marinho disse que a direita nunca se negou a discutir o tema, mas que a proposta é “oportunista e eleitoreira”.

Marinho também comentou sobre a revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em análise no STF. Segundo ele, há uma “clara quebra da cadeia de custódia das provas”. O senador disse esperar que a “justiça seja feita em um momento oportuno”.

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