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Associações de magistrados repudiam fala de Flávio Dino sobre corrupção no Judiciário

Entidades criticam afirmação sobre “momento mais corrupto” e dizem que suspeitas recaem sobre indivíduos, e não sobre a classe

Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Flávio Dino do STF afirmou que o país vive o "momento mais corrupto da história do Poder Judiciário".
  • Associações de magistrados, como AJURIS e AMC, repudiaram a fala do ministro, alegando que generaliza e prejudica a imagem da classe.
  • A AJURIS destacou que a magistratura brasileira é composta por profissionais que ingressaram por concurso público, com independência e responsabilidade.
  • A AMC criticou a projeção de "situações individuais" sobre todos os magistrados, pedindo rigor e transparência nas apurações de irregularidades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para associações, a declaração de Dino desconsidera o trabalho ético de juízes em todo o país Rosinei Coutinho/STF - 04.09.2025

Após o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmar na sessão plenária desta terça-feira (15) que o país atravessa o “momento mais corrupto da história do Poder Judiciário”, associações de magistrados publicaram manifestações de repúdio à declaração.

Em nota, a AJURIS (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul) alegou que a fala do ministro é “generalista” e atinge a credibilidade de toda a classe.

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“Se há suspeitas a serem apuradas, elas dizem respeito a fatos e pessoas determinados e não autorizam extensão indiscriminada a toda a carreira. A magistratura brasileira é composta, em sua ampla maioria, por homens e mulheres que ingressaram na carreira por concurso público, submetidos a rigorosos requisitos de independência e responsabilidade funcional, e que exercem sua atividade distantes dos holofotes”, afirmou a entidade.

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A associação utilizou ainda as palavras proferidas pela ministra Cármen Lúcia durante seu voto na mesma sessão plenária.

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“Como bem lembrado pela Ministra Cármen Lúcia nesse mesmo julgamento, ‘o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo’, o que exige dos membros da Suprema Corte atuação pautada pela ponderação, firmeza e responsabilidade institucional para a superação deste momento de crise histórica”, pontuou o documento.

Outra entidade a se manifestar foi a AMC (Associação dos Magistrados Catarinenses), que acusou o Supremo de projetar “situações individuais” sobre os magistrados na tentativa de “desviar o foco” de crises restritas à “cúpula de Brasília”.

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“Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos competentes, com rigor, transparência e respeito ao devido processo legal. A Magistratura catarinense é composta por Juízes e Juízas que exercem suas funções com independência, ética e compromisso com a sociedade”, declarou a AMC.

“Generalizações dessa natureza fragilizam a confiança nas instituições e desconsideram o trabalho sério realizado diariamente pelo Poder Judiciário”, acrescentou.

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