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A aliados, diretor-geral da PF manifestou revolta com falas de ministros e citou ‘STF paralelo’

Durante sessão desta terça (15), ministros Fux e Mendonça atribuíram a uma “PF paralela” relatórios de inteligência apresentados por Moraes

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Nos bastidores, Andrei Rodrigues afirma categoricamente que não vazou relatórios de inteligência Andressa Anholete/Agência Senado - 18.11.2025

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, acompanhou do seu gabinete, no 13º andar da sede da PF em Brasília, toda a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) destinada a avaliar se havia indícios suficientes ou não para a abertura de investigação sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes.

O relato de pessoas que estiveram com ele durante o dia é de que o diretor-geral considerou um “absurdo e uma arbitrariedade” e classificou as ações do ministro André Mendonça como “eleitoreiras”.


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As críticas, segundo pessoas próximas a Andrei, foram também voltadas às palavras do ministro Luiz Fux, que repetiu Mendonça no jargão “PF paralela”. Segundo essas fontes, o diretor afirmou que quem tentou criar um “STF paralelo” foi Mendonça, que teria mandado a PF produzir um relatório sobre o ministro Alexandre de Moraes.

A resposta é em relação à declaração do ministro Luiz Fux de que a PF teria produzido relatórios de inteligência apócrifos e, portanto, sem validade, por terem como base um suposto “monitoramento” dentro de gabinetes de ministros do STF.


Nos bastidores, Andrei afirma categoricamente que não vazou relatórios de inteligência, mas cumpriu uma ordem judicial dada pelo ministro Alexandre de Moraes para enviar esses relatórios.

Segundo Andrei teria comentado com auxiliares, a atitude “cria uma falsa equivalência do que aconteceu com a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) do governo Bolsonaro com a atuação da PF atual”.


A auxiliares, o diretor também questionou a fala de Fux, que afirmou que delegados estariam “peitando” ministros do STF. A avaliação é de que o pedido de recurso à AGU (Advocacia-Geral da União) teria sido interpretado como uma afronta ao STF, quando o diretor-geral não concordou com determinações do ministro Mendonça para compartilhar íntegra de materiais apreendidos.

Do outro lado, a afirmação de Fux também questionou a presença de delegados da Polícia Federal em gabinetes do tribunal e questionou o ministro Gilmar Mendes se ele tinha policiais em seu gabinete. Gilmar afirmou que ele não.


Gilmar propôs na semana passada a proibição da atuação de delegados da PF como auxiliares de ministros, mas não foi atendido. Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça contam com delegados em seus gabinetes.

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