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Auxílio pago a pescadores: Câmara rejeita mudanças do Senado em MP do seguro-defeso

Agora, texto segue para apreciação do presidente Lula; versão facilita cadastro de pescadores e prevê destinação de até R$ 7,9 bilhões

Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Câmara dos Deputados aprovou a MP que altera o seguro-defeso para pescadores.
  • Todos os ajustes propostos pelo Senado foram rejeitados.
  • O teto de recursos foi fixado em R$ 7,9 bilhões e garante a verificação de identidade dos beneficiários.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Auxílio é pago a pescadores durante período da piracema, fase de reprodução dos peixes Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária - Arquivo

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (9), a MP (Medida Provisória) que altera as regras do seguro-defeso, pago a pescadores durante o período da piracema — quando a pesca é proibida, devido à reprodução dos peixes.

Deputados optaram por rejeitar todas as mudanças que haviam sido incluídas no texto pelo Senado. Agora, a proposta — que prevê a criação de meios para evitar fraudes no cadastro do benefício — segue para apreciação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que poderá vetar ou sancionar a matéria.


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A versão final estabelece um teto de R$ 7,9 bilhões em recursos a serem direcionados para apoiar pescadores e a exigência de confirmação da identidade dos beneficiários, por meio de registro biométrico.

A previsão é de que seja usada a inscrição no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal). Além disso, a liberação ocorrerá após o governo federal confirmar informações a partir das bases de dados da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).


Mudanças no texto

Entre os destaques do que havia sido alterado pelo Senado estava a possibilidade de recebimento de pagamentos retroativos. A Câmara também retirou o trecho que estabelecia limite de renda para que o benefício fosse solicitado.

Senadores queriam liberar o pedido apenas para pessoas que recebem até meio salário-mínimo (R$ 810,50) por pessoa da família, dentro das regras do CadÚnico. Esse teto acabou fora da versão final, mas o conteúdo da MP ainda pode ser alterado pelo presidente Lula.

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