Brasília Bolsonaro: reajuste para policiais federais pode ficar para 2023 se não houver entendimento

Bolsonaro: reajuste para policiais federais pode ficar para 2023 se não houver entendimento

Presidente afirmou que policiais só terão aumento se outras categorias de servidores públicos abrirem mão do reajuste

Agência Estado - Conjuntura e Negócios
Bolsonaro diz que falta de recursos impossibilita aumento a todos os servidores

Bolsonaro diz que falta de recursos impossibilita aumento a todos os servidores

Joedson Alves/EFE - 13.09.2021

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (11) que só haverá reajuste salarial para policiais federais neste ano se outras categorias de servidores que também reivindicam aumento abrirem mão do pleito.

"Se houver entendimento por parte dos demais servidores, alguns ameaçam greve, a gente pretende conceder essa recomposição aos policiais federais, rodoviários federais e agentes penitenciários. Se não houver entendimento, a gente lamenta e deixa para o ano que vem", disse o presidente em entrevista à TV Brasil, ao justificar que a pandemia de Covid-19 deixou o governo federal sem recursos para estender o benefício aos demais integrantes do funcionalismo público.

Aprovado no final do ano passado pelo Congresso, o Orçamento deste ano incluiu na versão final uma reserva de recursos de R$ 2 bilhões para aumento aos servidores. Apesar de a verba não ser carimbada a nenhuma categoria em específico, Bolsonaro sempre deixou evidente, como fez na entrevista de hoje, que o valor seria destinado a reajuste para policiais federais, rodoviários federais e agentes penitenciários.

A seletividade gerou um efeito cascata em outras categorias, que também reivindicam correção de seus salários. Uma greve geral de funcionários não é descartada.

OCDE

O presidente também comentou a formalização do convite para que o Brasil inicie o processo de entrada na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

"O convite é um indicativo de que O mercado acredita na gente, nossa política externa é muito boa. A entrada na OCDE é um carimbo de bom companheiro para negócios com o Brasil. Esse noivado vai demorar, em média, 4 anos. Em 2024, 25, devemos ter concretizada essa entrada na OCDE", comemorou.

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