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Calculadora Verde: DF cria ferramenta para vigiar emissões de gases de efeito estufa

Novidade vai auxiliar secretarias a definir prioridades e a garantir cumprimento de metas

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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Ferramenta mede e antecipa quantidade de emissões de gases de efeito estufa
Ferramenta mede e antecipa quantidade de emissões de gases de efeito estufa Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo

Os setores de mobilidade, uso do solo, consumo energético e resíduos do Distrito Federal acabam de ganhar um novo aliado na proteção do meio ambiente: a Calculadora Verde.

A ferramenta, lançada oficialmente nesta semana pelo GDF (Governo do Distrito Federal), mede as emissões de GEE (gases de efeito estufa) em ações governamentais e antecipa a quantidade de emissões por meio de simulações.


A novidade é importante para analisar o impacto ambiental de políticas públicas e antecipar o resultado de decisões futuras, garantindo o cumprimento das metas definidas no Acordo de Paris, além do Plano Carbono Neutro do Distrito Federal.

RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Calculadora Verde foi lançada pelo GDF para medir emissões de gases de efeito estufa no Distrito Federal.
  • A ferramenta permite simular impactos ambientais antes da implementação de projetos.
  • Objetivo é garantir cumprimento das metas do Acordo de Paris e do Plano Carbono Neutro.
  • Mais de 1.000 acessos já foram registrados, ajudando na análise e priorização de ações governamentais.

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“Uma das inovações da calculadora é que ela permite avaliar as ações antes delas serem implementadas, fazendo com que mudanças possam ser realizadas, visando diminuir ou neutralizar a emissão de gases de efeito estufa desde a concepção do projeto”, explica a coordenadora de Estudos Territoriais do IPEDF (Instituto de Pesquisa e Estatística do DF), Larissa Carvalho.


O IPEDF foi o responsável pelo desenvolvimento da ferramenta.

De acordo com o GDF, essa é uma estratégia baseada na análise e produção de dados que vai auxiliar a definir prioridades e a garantir o melhor direcionamento dos investimentos públicos.


A presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell, diz que simular emissões é necessário, mas também é preciso fazer mudanças na política.

“O GDF age bem com esta proposta, pois não basta medir depois que a obra está feita. Precisamos prever o impacto climático antes da primeira pedra. O desafio agora é coragem política para dizer não a projetos que comprometem as metas de redução de emissões. A calculadora precisa virar critério de veto. Caso contrário, projetos emissores continuarão passando como se nada tivesse mudado”, analisa.


Compensação

De acordo com o IPEDF, ao acessar a calculadora, cada servidor ou pasta setorial pode quantificar o potencial aumento ou redução de emissões das suas atividades, para avaliar o impacto de suas ações.

Com isso, é possível também identificar a necessidade de compensação nos casos em que a emissão for inevitável. Até o momento, a ferramenta já teve mais de 1.000 acessos.

Inspiração

Inspirada em outras ferramentas já existentes, como a do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a do Ministério das Cidades, alguns municípios brasileiros realizam cálculos de impacto ambiental para projetos de grande porte ou análise em setores específicos.

No entanto, segundo Larissa Carvalho, o diferencial da ferramenta do DF está na capacidade de simular intervenções planejadas de qualquer escala — desde ciclovias e viadutos até o parcelamento do solo urbano, e em setores diversos.

“A calculadora do DF se destaca por sua aplicação no apoio à formulação de políticas públicas; priorização de alocação de recursos; análises no âmbito do licenciamento ambiental e urbanístico de empreendimentos, projetos, obras e demais ações”, diz a coordenadora do IPEDF.

Coordenador do programa de Política e Economia Ambiental do FGVces, Guarany Osório também afirma que as iniciativas de mensuração de emissões de GEE são um passo importante, mas reforça a necessidade de ações posteriores.

“É fundamental que venham acompanhadas de metas claras e de um plano consistente de implementação de medidas de mitigação, para que gerem resultados concretos”, pontua.

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