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Câmara Legislativa vota protocolo contra sequestros de recém-nascidos nesta terça

Medida foi proposta pelo GDF em regime de urgência após bebê ser levada horas depois de nascer em Minas Gerais

Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

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Protocolo valeria para maternidades

A CLDF (Câmara Legislativa do DF) vota nesta terça-feira (13) o projeto de lei que cria um protocolo de segurança em maternidades para prevenir sequestros de recém-nascidos. A proposta foi enviada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em regime de urgência depois que uma bebê foi sequestrada em Minas Gerais no fim de julho.

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De acordo com o Governo do DF, o projeto tem como intuito proteger pais e responsáveis e evitar raptos e tráfico de bebês, que são crimes de “consequências devastadoras para crianças e os familiares e também para a reputação das instituições de saúde”.

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A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, afirma que o DF é pioneiro em criar uma legislação sobre o assunto. “Estamos trazendo a regulamentação de uma necessidade latente. Com certeza, vai ser uma lei que vai reverberar em todo o território nacional e fazer com que outros estados tenham atenção redobrada nas maternidades, trazendo cada vez mais segurança para as famílias no momento do nascimento do bebê”, comenta.

O projeto pretende criar medidas que possam impedir o crime, como implantação de pulseiras de identificação com código de barras ou chips nos bebês e nas mães, além de monitoramento por câmeras de segurança e armazenamento das imagens por pelo menos 30 dias.

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O texto prevê regras sobre a movimentação dos recém-nascidos dentro das unidades de maternidade e controle de acesso ao local, com identificação e registro de pessoas que transitam no local.

O GDF afirma que o governo estuda outras medidas de segurança para os bebês e as famílias, como a emissão da identidade da criança no momento do nascimento.

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Sequestro em Minas Gerais

Na noite de 23 de julho, uma bebê foi levada de dentro do Hospital das Clínicas na Universidade Federal de Uberlândia, a 537 km de Belo Horizonte. Isabela foi tirada da maternidade três horas depois de seu nascimento. A sequestradora entrou no hospital na madrugada, se apresentou como médica e disse para a mãe da criança que levaria a bebê para ser alimentada. Os pais desconfiaram da demora e acionaram os funcionários do hospital.

A mulher foi identificada pela Polícia Civil como Cláudia Soares Alves, de 42 anos, e localizada com a criança em uma clínica em Goiás. Cláudia, que era professora do curso de medicina da Universidade Federal de Uberlândia, teria apresentado o crachá funcional para entrar na maternidade. Em nota, o Hospital Universitário informou que vai revisar os protocolos de segurança da unidade.

A Polícia Civil investiga as circunstância do crime. Cláudia será investigada por subtração de incapaz.

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