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Carlos divulga cronologia de atendimento após queda de Bolsonaro na cela

Ex-vereador afirma que sequência de eventos contraria argumento do STF de que proximidade com hospital garantiria segurança

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Carlos afirma que PF não tem estrutura para atender o pai Diego Herculano/ REUTERS - 24.12.2025

O ex-vereador Carlos Bolsonaro publicou nesta terça-feira (6), na rede social X, uma cronologia detalhada do que classifica como falhas e demora no atendimento ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, após ele cair e bater a cabeça em um móvel da cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde a cumpre pena pela trama golpista.

Segundo o relato, a sequência de acontecimentos ao longo da manhã e da tarde evidenciaria, na avaliação de Carlos, inconsistências entre a situação vivida no dia e as justificativas jurídicas apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes para negar a concessão de prisão domiciliar de caráter humanitário ao ex-presidente.


De acordo com a cronologia divulgada, por volta das 9h, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tentou realizar visita, mas foi orientada a aguardar, sem explicação. Cerca de meia hora depois, tomou conhecimento do acidente de Bolsonaro ao observar a movimentação de médicos no local. Às 9h40, Carlos Bolsonaro chegou à unidade e também foi informado da queda.

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Ainda segundo a publicação, Michelle conseguiu entrar para a visita às 10h e deixou o local por volta das 10h30. Dez minutos depois, retornou acompanhada do médico pessoal do ex-presidente para dialogar com peritos. Carlos Bolsonaro relata que entrou para visita às 11h, permanecendo pelos 30 minutos regulamentares.


Por volta das 11h40, conforme a cronologia, foi solicitado atendimento médico especializado, com a informação inicial de que não seria necessária petição judicial para a ida ao hospital, diante das circunstâncias.

No entanto, às 12h, a família do ex-presidente teria sido informada de que o deslocamento só poderia ocorrer mediante autorização do Supremo Tribunal Federal, a partir de pedido formal dos advogados.


A petição foi protocolada às 14h08. Uma hora depois, às 15h08, Carlos Bolsonaro afirma que familiares ainda aguardavam, na garagem do hospital, a possível liberação para a chegada do ex-presidente. Em tom crítico, ele destacou o tempo de espera e sugeriu que o episódio expõe um “enredo” que, segundo ele, deve ser analisado pela opinião pública.

Na parte final da publicação, Carlos contrapõe a cronologia do dia às alegações apresentadas por Alexandre de Moraes ao negar a prisão domiciliar a Bolsonaro.


O ministro sustentou que a custódia do ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal não representaria risco à integridade física dele, argumentando que a unidade fica próxima a um hospital privado onde Bolsonaro costuma ser atendido, o que permitiria deslocamento rápido em caso de emergência, mediante autorização judicial.

Para Carlos, no entanto, o episódio desta terça-feira demonstraria que a proximidade geográfica, citada como elemento central para afastar a urgência de uma medida humanitária mais ampla, não garantiu a agilidade necessária no atendimento médico. “Essa situação não se confirma diante do quadro exposto no dia de hoje”, escreveu.

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