Chanceler brasileiro participa de evento da ONU e, mais uma vez, critica Israel
Reunião ocorre em meio a pausa humanitária do conflito na Faixa de Gaza; reunião defende solução pacífica para a região
Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília
RESUMO DA NOTÍCIA
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou nesta segunda-feira (28) em Nova York, nos Estados Unidos, da Conferência Internacional para a Solução Pacífica da Questão da Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados.
O chanceler brasileiro voltou a criticar as ações bélicas de Israel na região, desencadeadas após o ataque do grupo terrorista Hamas, em outubro de 2023.
O evento ocorreu na sede da ONU (Organização das Nações Unidas).
“O ministro reiterou a condenação do Brasil às graves violações do direito internacional humanitário cometidas em Gaza. Exortou os países que ainda não reconheceram o Estado da Palestina a se juntarem aos 147 Estados-membros da ONU que já o fizeram, como o Brasil”, escreveu o Itamaraty, em nota divulgada nas redes sociais.
“O Brasil copresidiu, com Senegal, um dos oito grupos de trabalho da Conferência, relativo à promoção do respeito ao direito internacional com vistas à implementação da solução de dois Estados”, acrescentou o texto.
Segundo o ministério, Vieira destacou a “necessidade de cumprir a obrigação internacional de distinguir entre Israel e o Território Palestino Ocupado e apoiou a criação, no âmbito da ONU, de mecanismo de monitoramento para o cumprimento do direito internacional com relação à questão da Palestina”.
Pausa humanitária
A reunião da ONU ocorre em meio a uma suspensão do conflito na Faixa de Gaza. Nesse domingo (27), Israel anunciou uma “pausa tática” em algumas áreas da região para ajuda humanitária.
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Segundo as forças armadas israelenses, o objetivo é “refutar a falsa alegação de fome deliberada na Faixa”.
O exército informou, ainda, que vai reestabelecer os corredores humanitários “das 6h às 23h, para permitir a passagem segura de comboios da ONU e de organizações de ajuda humanitária que entregam e distribuem alimentos e medicamentos à população de Gaza”.
Processo contra Israel
Na semana passada, o Itamaraty anunciou, em nota, que o governo brasileiro está em fase final para aderir à ação na Corte Internacional de Justiça da ONU que considera a atuação de Israel na Faixa de Gaza como genocídio.
O movimento faz parte da submissão de intervenção formal no processo em curso movido pela África do Sul com base na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.
“A decisão fundamenta-se no dever dos Estados de cumprir com suas obrigações de Direito Internacional e Direito Internacional Humanitário frente à plausibilidade de que os direitos dos palestinos de proteção contra atos de genocídio estejam sendo irreversivelmente prejudicados, conforme conclusão da Corte Internacional de Justiça, em medidas cautelares anunciadas em 2024″, diz o texto do governo brasileiro.
A Conib (Confederação Israelita do Brasil) e outras entidades criticaram a postura do governo.
Segundo as organizações, a alegação é falsa e sem fundamento. Em nota enviada ao R7, a Conib (Confederação Israelita do Brasil) chamou a decisão do governo brasileiro de apoiar formalmente a África do Sul de “equivocada”.
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