Com Bolsonaro hospitalizado, defesa volta a reclamar prisão domiciliar: ‘demanda cuidados’
O ex-presidente apresentava quadro de vômitos, febre e calafrios, além de oxigenação baixa, segundo seu advogado
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser levado ao hospital, na manhã desta sexta-feira (13), com quadro de vômitos e calafrios, seu advogado, Paulo Cunha, fez uma publicação em sua conta no X, voltando a defender a prisão domiciliar para o condenado, que cumpre pena na Papudinha, em Brasília.
De acordo com Cunha, Bolsonaro foi levado ao centro médico com crises de vômito e redução significativa de oxigenação no sangue e ainda não teve um diagnóstico concluído.
“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do Presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente”, escreveu o jurista.
“A situação de hoje, que traz um sintoma grave, foi reiteradamente vaticinada inclusive em laudos recentes que instruíram o último pedido de prisão domiciliar, o qual foi sumariamente negado pelo Ministro relator”, completou.
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Em seu texto, a defesa novamente comparou o caso do liberal ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, que teve prisão domiciliar concedida pelo avanço da doença de Parkinson, quadro que, segundo Cunha, seria “minúsculo” em relação ao de Bolsonaro.
“É premente que esse estado de coisas seja equilibrado, respeitando-se a recomendação da equipe médica quanto à custódia domiciliar, sob pena de a máxima orwelliana de que ‘todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros’, torne-se o epigrama dessa lawfare”, defendeu o advofado.
Prisão domiciliar negada
Na última semana, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por unanimidade, manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso na Papudinha.
Os advogados do ex-presidente alegaram ao STF que o político estaria com “saúde delicada” e várias doenças graves. Por isso, deveria ser transferido para o regime domiciliar.
A Primeira Turma do Supremo, porém, que julgou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de negar a transferência do ex-presidente para prisão domiciliar, decidiu, por unanimidade, mantê-lo na penitenciária.
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