Brasília Congressistas acionam órgãos fiscalizadores e pedem a convocação de Milton Ribeiro

Congressistas acionam órgãos fiscalizadores e pedem a convocação de Milton Ribeiro

Em áudio, ministro da Educação afirma que o governo federal deve priorizar pastores a pedido do presidente Jair Bolsonaro

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

O ministro da Educação, Milton Ribeiro

O ministro da Educação, Milton Ribeiro

Valter Campanato/Agência Brasil - 29.11.2021

Congressistas usaram as redes sociais, nesta terça-feira (22), para cobrar de órgãos fiscalizatórios a convocação do ministro da Educação, Milton Ribeiro para dar explicações sobre áudio em que ele afirma que o governo federal prioriza prefeituras cujos pedidos de liberação de verba foram negociados por pastores que não têm cargo na pasta.

O áudio revela Ribeiro afirmando que o governo federal deve priorizar pedidos de liberação de verba feitos por pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

"Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar. Porque foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão de Gilmar. Apoio. Então o apoio que a gente pede não é segredo, isso pode ser [inaudível] é apoio sobre construção das igrejas", disse Ribeiro, em áudio revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

O deputado federal Fábio Trad (PSD-MS), um dos parlamentares que se manifestaram pelas redes sociais, disse que é urgente a convocação de Ribeiro. "O favorecimento a interesses privados constitui crime de advocacia administrativa. Urgente", escreveu o parlamentar.

Na gravação, Ribeiro não especifica como se daria a liberação de recursos, que são geridos pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). As declarações ocorreram durante uma reunião do Ministério da Educação e o ministro falava sobre o orçamento da pasta, corte de recursos e liberação de valores.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostra que os pastores estiveram em ao menos 22 agendas oficiais do ministério desde o começo de 2021, sendo 19 delas com a presença do ministro.

O MEC foi procurado pela reportagem, mas ainda não se pronunciou. O espaço está aberto para manifestação.

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