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Cotado a vice de Bolsonaro, general Braga Netto é exonerado do cargo

Assessores Max Guilherme Machado, Mosart Aragão Pereira e Tercio Arnaud Tomaz também deixaram as funções nesta sexta (1º)

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Presidente Jair Bolsonaro em conversa reservada com o general Braga Netto
Presidente Jair Bolsonaro em conversa reservada com o general Braga Netto

De olho nas eleições deste ano, o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, que vinha ocupando a função de assessor especial da Presidência da República, foi exonerado do cargo. A demissão, a pedido, foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (1º) e é assinada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

No fim do mês de junho, o presidente Jair Bolsonaro confirmou o nome de Braga Netto para ocupar a cadeira de vice em sua chapa nas eleições de outubro deste ano. "É uma pessoa que eu admiro muito, e, caso a gente consiga a reeleição, vai ajudar muito o Brasil nos próximos anos. Eu agradeço ao Braga Netto por ter aceitado essa missão", disse.

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Braga Netto se filiou ao PL, partido de Bolsonaro, comandado por Valdemar Costa Neto, no fim de março. Dessa forma, a chapa será pura, formada por membros de uma única legenda.

Em ao menos duas ocasiões, o chefe do Executivo destacou que o vice seria um homem nascido em Belo Horizonte e que passou por colégio militar, características preenchidas por Braga Netto, nascido na capital de Minas Gerais e general do Exército.

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De acordo com interlocutores, Braga Netto preenche os requisitos buscados por Bolsonaro e é visto, ainda, como "seguro-impeachment", em referência a uma eventual tentativa de destituição do presidente da República num segundo mandato. O atual ocupante do Palácio do Planalto aparece em segundo lugar nas pesquisas eleitorais.

O general não figurou entre os presentes no evento que inicialmente foi tratado como ato de lançamento da pré-candidatura de Bolsonaro, em 27 de março, em Brasília. O não comparecimento na cerimônia se deu justamente para que ela não tivesse caráter eleitoreiro, apesar do tom adotado por Bolsonaro em seu discurso, e para que o presidente não tivesse de enfrentar eventuais problemas na Justiça.

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Assessores

Além de Braga Netto, foram exonerados os assessores Max Guilherme Machado de Moura, Mosart Aragão Pereira e Tercio Arnaud Tomaz. Os aliados de Bolsonaro, por sua vez, também pleiteiam cargos públicos nas eleições de outubro e fazem parte da estratégia do presidente para se fortalecer no Congresso Nacional.

Como mostrou o Blog do Nolasco, Mosart pleiteará uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo; Tomaz será candidato a primeiro suplente do Senado Federal pela Paraíba; e Guilherme disputará uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro.

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O intérprete de libras Fabiano Guimarães da Rocha também deixou o governo. O objetivo do ex-funcionário do Palácio do Planalto é alcançar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal. Para isso, Rocha se filiou ao Republicanos, ao lado dos ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Damares Alves (Mulher, Família e dos Direitos Humanos).

Já José Vicente Santini assume a função de assessor especial do gabinete pessoal da Presidência da República. O funcionário havia sido demitido do governo federal por ter usado um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar à Índia. Na ocasião, ele estava como ministro interino, devido ao período de férias do titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

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