Brasília Cotado a vice de Bolsonaro, general Braga Netto é exonerado do cargo

Cotado a vice de Bolsonaro, general Braga Netto é exonerado do cargo

Assessores Max Guilherme Machado, Mosart Aragão Pereira e Tercio Arnaud Tomaz também deixaram as funções nesta sexta (1º)

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

Presidente Jair Bolsonaro em conversa reservada com o general Braga Netto

Presidente Jair Bolsonaro em conversa reservada com o general Braga Netto

Joédson Alves/EFE - 09.12.2020

De olho nas eleições deste ano, o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, que vinha ocupando a função de assessor especial da Presidência da República, foi exonerado do cargo. A demissão, a pedido, foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (1º) e é assinada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

No fim do mês de junho, o presidente Jair Bolsonaro confirmou o nome de Braga Netto para ocupar a cadeira de vice em sua chapa nas eleições de outubro deste ano. "É uma pessoa que eu admiro muito, e, caso a gente consiga a reeleição, vai ajudar muito o Brasil nos próximos anos. Eu agradeço ao Braga Netto por ter aceitado essa missão", disse.

Braga Netto se filiou ao PL, partido de Bolsonaro, comandado por Valdemar Costa Neto, no fim de março. Dessa forma, a chapa será pura, formada por membros de uma única legenda.

Em ao menos duas ocasiões, o chefe do Executivo destacou que o vice seria um homem nascido em Belo Horizonte e que passou por colégio militar, características preenchidas por Braga Netto, nascido na capital de Minas Gerais e general do Exército.

De acordo com interlocutores, Braga Netto preenche os requisitos buscados por Bolsonaro e é visto, ainda, como "seguro-impeachment", em referência a uma eventual tentativa de destituição do presidente da República num segundo mandato. O atual ocupante do Palácio do Planalto aparece em segundo lugar nas pesquisas eleitorais.

O general não figurou entre os presentes no evento que inicialmente foi tratado como ato de lançamento da pré-candidatura de Bolsonaro, em 27 de março, em Brasília. O não comparecimento na cerimônia se deu justamente para que ela não tivesse caráter eleitoreiro, apesar do tom adotado por Bolsonaro em seu discurso, e para que o presidente não tivesse de enfrentar eventuais problemas na Justiça.

Assessores

Além de Braga Netto, foram exonerados os assessores Max Guilherme Machado de Moura, Mosart Aragão Pereira e Tercio Arnaud Tomaz. Os aliados de Bolsonaro, por sua vez, também pleiteiam cargos públicos nas eleições de outubro e fazem parte da estratégia do presidente para se fortalecer no Congresso Nacional.

Como mostrou o Blog do Nolasco, Mosart pleiteará uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo; Tomaz será candidato a primeiro suplente do Senado Federal pela Paraíba; e Guilherme disputará uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro.

O intérprete de libras Fabiano Guimarães da Rocha também deixou o governo. O objetivo do ex-funcionário do Palácio do Planalto é alcançar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal. Para isso, Rocha se filiou ao Republicanos, ao lado dos ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Damares Alves (Mulher, Família e dos Direitos Humanos).

Já José Vicente Santini assume a função de assessor especial do gabinete pessoal da Presidência da República. O funcionário havia sido demitido do governo federal por ter usado um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar à Índia. Na ocasião, ele estava como ministro interino, devido ao período de férias do titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

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