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CPI deve incluir Wilson Lima nas sugestões de indiciamento

Senadores Randolfe Rodrigues e Eduardo Braga, integrantes do G7, recomendaram acréscimos

Brasília|Renata Varandas, da RecordTV, e Isabella Macedo, do R7, em Brasília


Relatório deve ter mais 11 nomes acrescentados a sugestões de indiciamento
Relatório deve ter mais 11 nomes acrescentados a sugestões de indiciamento ADRIANO MACHADO/REUTERS

O relatório final da CPI da Covid-19 apresentado na última quarta-feira (20) deve sofrer alterações nesta terça (26), data marcada para a votação do texto na comissão. Integrantes do grupo majoritário da CPI pediram que o relator Renan Calheiros (MDB-AL) considerasse acréscimos, como a inclusão do governador de Amazonas, Wilson Lima (PSC-AM), à lista de sugestões de indiciamentos já apresentada.

Renan apresentou uma lista de sugestões de indiciamento contendo 66 pessoas e 2 empresas para que a Justiça conduza mais investigações e decida apresentar denúncias ou não. Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Eduardo Braga (MDB-AM) pediram que 11 nomes sejam adicionados ao rol. São nove sugestões de Randolfe e duas de Braga.

Nos bastidores, Braga chegou a alertar os colegas do G7 que poderia votar contra o relatório caso Calheiros não acrescentasse o nome do governador do estado, Wilson Lima (PSC), e o do ex-secretário de saúde do estado, Marcellus Campêlo. Os senadores do grupo ainda devem discutir na noite desta segunda os acréscimos. Renan, contudo, já avisou que não aceitará cortes no texto, apenas adições.

A sugestão de indiciamento dos amazonenses não foi incluída no relatório, pois ambos são investigados pela Justiça. Apesar disso, a avaliação do grupo é de que é melhor incluir os indiciamentos do que perder o voto de Braga. Dos 11 titulares que votarão o relatório nesta terça, são esperados os votos em união do grupo, totalizando sete votos a favor do texto e apenas quatro contrários. Caso Braga vote contra o relatório, o texto sairia fragilizado no momento mais importante para as conclusões de Renan.

A votação do relatório pelos 11 integrantes da comissão é necessária para que ele se torne o documento oficial da investigação, que durou quase seis meses. O grupo majoritário na comissão deve aprovar o texto e já planeja entregar nos próximos dias o relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR) e aos demais órgãos que deverão lidar com as acusações.

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