CPMI do INSS ouve ex-coordenador do Instituto e sócio de associação investigada
Funcionário do INSS, Jucimar Fonseca teria autorizado os descontos indevidos de beneficiários
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS ouve nesta segunda-feira (24) o ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS Jucimar Fonseca da Silva, além de Rodrigo Moraes, sócio da Arpar Administração.
Em abril deste ano, um esquema bilionário de fraudes no INSS foi revelado pela Polícia Federal e pela CGU (Controladoria-Geral da União). De acordo com a investigação, de 2019 a 2024, aposentados e pensionistas foram vítimas de associações, que os incluíram como associados e descontaram valores de seus benefícios. O prejuízo foi estimado em R$ 6,3 bilhões.
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Jucimar Fonseca da Silva — que estava na lista de oitiva da semana passada, mas não compareceu — é citado no inquérito da Polícia Federal como gestor do setor de pagamentos e teria autorizado e viabilizado operacionalmente o processamento dos descontos indevidos em folha.
Onze requerimentos foram apresentados para convocar Jucimar, tanto de governistas quanto da oposição.
Lavagem de dinheiro
De acordo com as investigações, a empresa de Rodrigo Moraes era usada para lavar dinheiro e distribuir propina aos envolvidos nas fraudes. A associação recebeu R$ 49 milhões de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
A reunião será a 27ª realizada pela CPMI e está marcada para começar às 16h.
Na semana passada, a oitiva de segunda (17) foi cancelada após o depoente Thiago Schettini conseguir um habeas corpus, permitindo a sua ausência, e Jucimar apresentar um atestado médico.
A última oitiva da CPMI deve ser realizada na primeira semana de dezembro. Criado em 20 de agosto, o grupo tem o prazo de 180 dias para concluir os trabalhos. Com o recesso parlamentar, entre os dias 23 de dezembro e 1º de fevereiro, a previsão é de que o relatório final seja votado até 28 de março de 2026.
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