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STF tem maioria para cancelar de vez tese da revisão da vida toda

Seis ministros votaram no sentido de reconhecer a mudança de posição do STF sobre o tema, no ano passado

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF formou maioria para cancelar a tese da "revisão da vida toda" do INSS, aprovada em dezembro de 2022.
  • Seis ministros consideraram que houve superação do entendimento anterior da Corte sobre o tema.
  • A decisão permitirá a liberação de processos suspensos relacionados à revisão dos benefícios.
  • As decisões anteriores do STF garantiram que aposentados não precisem devolver valores recebidos antes de abril de 2024.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

DF - STF/ALEXANDRE DE MORAES - POLÍTICA - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), preside pela   primeira vez uma sessão plenária da Corte, em Brasília, na tarde desta quinta-  feira, 6 de novembro de 2025.  Alexandre de Moraes é o atual vice-presidente do   STF. Ele assume a presidência interinamente na ausência do presidente da Corte,   ministro Edson Fachin, que está em Belém (PA) para um evento preparatório da   COP30.   06/11/2025 - Foto: GABRIEL SILVA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Moraes é o relator dos processos sobre revisão da vida toda GABRIEL SILVA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 6.11.2025

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta sexta-feira (21) para cancelar a tese que foi aprovada em dezembro de 2022 a favor da “revisão da vida toda” do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Seis ministros votaram no sentido de reconhecer a mudança de posição do STF sobre o tema, no ano passado. Os ministros consideram que houve “uma superação do entendimento que anteriormente prevalecia nesta Corte”.

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Votaram em tal sentido os ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Luis Roberto Barroso (aposentado) Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Além de substituir formalmente a tese na jurisprudência da Corte máxima — trocando o posicionamento a favor da revisão da vida toda pelo contrário — o julgamento deve liberar os processos sobre o tema que estão suspensos por ordem de Moraes.

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A tese da “revisão da vida toda” buscava incluir, no cálculo dos benefícios do INSS, os salários anteriores a julho de 1994, quando foi implantado o Plano Real.

O Supremo foi favorável à revisão em dezembro de 2022. Contudo, em abril de 2024, afastou a aplicação da tese ao considerar, no julgamento de outra ação, que a regra que conta os salários a partir de 1994 é obrigatória e os aposentados não podem escolher o cálculo que lhes for mais favorável.

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Como a decisão que anulou a “revisão da vida toda” foi tomada em outro processo, agora o Supremo julga recurso na ação original para adequar o novo entendimento.

O julgamento tem previsão de terminar na próxima terça (25). Ainda restam votar os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Edson Fachin. O ministro André Mendonça e a ministra Rosa Weber (aposentada) votaram para manter a tese que beneficia os aposentados.

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Em seu voto, Moraes considerou que a tese foi “superada” e votou para cancelá-la e revogar a suspensão dos processos sobre o tema. Também votou para adequar a tese à decisão mais recente do Tribunal sobre a devolução de benefícios.

Como ficam as decisões favoráveis a aposentados

Em abril, o Supremo já decidiu, no âmbito da outra ação, que os aposentados que receberam valores a mais em decorrência de decisões favoráveis à “revisão da vida toda” até 5 de abril de 2024 não deverão devolver os benefícios ao INSS. Os honorários e custas judiciais das ações até aquela data também não poderão ser cobradas dos beneficiários.

Até 2024, muitos aposentados conseguiram decisões favoráveis para revisar o benefício. A Corte considerou que eles não podem ser prejudicados porque foram à Justiça com base em entendimento do Supremo que vigorava na época. De acordo com dados citados no julgamento, há cerca de 140 mil ações tramitando no Judiciário sobre o tema.

O caso tem grande relevância para a União, que estimou impacto de até R$ 480 bilhões para as contas públicas, caso o Supremo determinasse a revisão dos benefícios.

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