De pizzaria a agropecuária: relatório de CPMI do INSS sugere atuação de empresas de fachada no esquema
O documento, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, aponta que estabelecimentos teriam sido usados para lavagem de dinheiro
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Nas mais de quatro mil páginas do relatório final da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), apresentado na sessão desta sexta-feira (27), são apontadas possíveis empresas de fachada usadas no esquema.
Esses estabelecimentos, de acordo com o documento, desempenharam um papel crucial na operacionalização das fraudes investigadas pela comissão, funcionando como ferramentas de lavagem de dinheiro. Entre os negócios, são citados escritórios de advocacia, empreendimentos imobiliários, uma pizzaria e até uma agropecuária.
A maioria destas empresas não possuía empregados, estrutura física adequada ou atividade econômica compatível com os milhões de reais movimentados, caracterizando-se exclusivamente como veículos para ocultar a origem ilícita dos valores recebidos.
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Triangulação e Notas Fiscais Falsas
O relatório aponta que o esquema utilizava uma rede sofisticada de empresas, muitas vezes registradas em nomes de “laranjas”, para emitir notas fiscais ideologicamente falsas
As entidades que realizavam os descontos indevidos repassavam valores para empresas intermediárias sob o pretexto de serviços de consultoria, tecnologia ou call centers. A partir daí, o dinheiro era transferido para as contas dos beneficiários finais ou seus familiares
Fracionamento de Valores e contas de passagem
De acordo com o documento do relator, para evitar alertas dos órgãos de controle financeiro, organização criminosa utilizava a técnica de “smurfing”, que consiste em realizar inúmeras transferências de valores menores e fracionados
O dinheiro também era pulverizado em diversas “contas de passagem” para dificultar o rastreamento pelos órgãos de fiscalização.
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