Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília
‌

De pizzaria a agropecuária: relatório de CPMI do INSS sugere atuação de empresas de fachada no esquema

O documento, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, aponta que estabelecimentos teriam sido usados para lavagem de dinheiro

Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Relatório da CPMI do INSS indica uso de empresas de fachada em esquema de lavagem de dinheiro.
  • Entre os estabelecimentos citados estão escritórios de advocacia, uma pizzaria e uma agropecuária.
  • Empresas funcionavam como veículos para ocultar origem ilícita de valores e emitiam notas fiscais falsas.
  • Esquema utilizava a técnica de "smurfing" para transferências fracionadas, dificultando rastreamento financeiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O relatório final da comissão possui mais de quatro mil páginas Geraldo Magela/Agência Senado - 27.03.2026

Nas mais de quatro mil páginas do relatório final da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), apresentado na sessão desta sexta-feira (27), são apontadas possíveis empresas de fachada usadas no esquema.

Esses estabelecimentos, de acordo com o documento, desempenharam um papel crucial na operacionalização das fraudes investigadas pela comissão, funcionando como ferramentas de lavagem de dinheiro. Entre os negócios, são citados escritórios de advocacia, empreendimentos imobiliários, uma pizzaria e até uma agropecuária.

‌

A maioria destas empresas não possuía empregados, estrutura física adequada ou atividade econômica compatível com os milhões de reais movimentados, caracterizando-se exclusivamente como veículos para ocultar a origem ilícita dos valores recebidos.

Leia Mais

Triangulação e Notas Fiscais Falsas

O relatório aponta que o esquema utilizava uma rede sofisticada de empresas, muitas vezes registradas em nomes de “laranjas”, para emitir notas fiscais ideologicamente falsas

‌

As entidades que realizavam os descontos indevidos repassavam valores para empresas intermediárias sob o pretexto de serviços de consultoria, tecnologia ou call centers. A partir daí, o dinheiro era transferido para as contas dos beneficiários finais ou seus familiares

Fracionamento de Valores e contas de passagem

De acordo com o documento do relator, para evitar alertas dos órgãos de controle financeiro, organização criminosa utilizava a técnica de “smurfing”, que consiste em realizar inúmeras transferências de valores menores e fracionados

‌

O dinheiro também era pulverizado em diversas “contas de passagem” para dificultar o rastreamento pelos órgãos de fiscalização.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.