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Declarações de Flávio Bolsonaro sobre urnas repercutem mal no TSE; pré-candidato nega ataques

Após repercussão de discurso a embaixadores, senador afirma que não colocou em dúvida o sistema eleitoral brasileiro

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro afirma nunca ter questionado a integridade do sistema de votações no Brasil.
  • Ele solicitou que países enviem observadores para supervisionar as eleições brasileiras.
  • Flávio citou suspeitas de manipulação nas eleições venezuelanas e mencionou a origem das máquinas de votação brasileiras.
  • Nota oficial reitera confiança no sistema eleitoral e incentivo à observação internacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Flávio pediu para que países observassem com atenção as eleições brasileiras Raul Spinassé/Flickr - 21.07.2026

As declarações do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro sobre o sistema eleitoral brasileiro repercutiram mal no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira (22), o senador negou que tenha questionado o sistema e disse que as falas dele foram descontextualizadas.

Integrantes do TSE temem que o senador adote ataques às urnas brasileiras como um dos principais pontos de campanha, como fez o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, causando desgaste aos ministros. Internamente, há uma defesa de que o TSE se posicione oficialmente sobre as declarações de Flávio.

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O senador pediu, durante um encontro com embaixadores estrangeiros, na terça-feira (22), que seus países enviem “a maior quantidade de observadores possíveis” para supervisionar as eleições brasileiras em outubro.

Nesta quarta, Flávio afirmou que nunca questionou a integridade do sistema de votações no Brasil. “Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possível para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia”, declarou na tarde de ontem (21).

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Em nota, Flávio e equipe afirmam que a fala foi descontextualizada e que sua pré-campanha tem “integral confiança no sistema eleitoral brasileiro e sua crença irrestrita de que as missões de observação internacional devem ser fortemente estimuladas”.

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Na terça-feira, Flávio também citou um documento da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, e apontou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010. “Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010”, disse.

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“Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, frisou. Procurado pela reportagem, o TSE encaminhou reportagem feita pela equipe da Corte em 2020 na qual diz que a Smartmatic, que forneceu urnas para a Venezuela, nunca vendeu aparelhos para o Brasil.

Na nota, Flávio alega que “se limitou a relatar dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa”.

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“Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que ‘não está questionando o sistema de votação brasileiro’ e exorta os diplomatas ali presentes a mandarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional”, afirma a nota assinada por Flávio, Rogério Marinho, senador e coordenador-geral da pré-campanha, e Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da pré-campanha.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DE FLÁVIO:

Não é verdade que o pré-candidato Flávio Bolsonaro tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil. Em sua fala, o pré-candidato se limitou a relatar dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa: 1) o fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro (uma notória reunião com embaixadores); 2) um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas.

Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que “não está questionando o sistema de votação brasileiro” e exorta os diplomatas ali presentes a mandarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional.

Afastada qualquer descontextualização das falas do pré-candidato, sua equipe de pré-campanha reafirma sua integral confiança no sistema eleitoral brasileiro e sua crença irrestrita de que as missões de observação internacional devem ser fortemente estimuladas, pois contribuem para o “aperfeiçoamento do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições”.

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