Defesa diz que médico pessoal de Bolsonaro apresentará laudo complementar após perícia da PF
Advogados destacam que perícia feita pela PF alerta para risco de morte de Bolsonaro sem cuidados médicos rigorosos
Brasília|Augusto Fernandes e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília
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A defesa de Jair Bolsonaro afirmou que o laudo médico elaborado pela Polícia Federal e encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) reforça a existência de riscos graves à saúde do ex-presidente e informou que um médico pessoal de Bolsonaro ainda apresentará um parecer complementar sobre o quadro clínico (leia a íntegra da manifestação mais abaixo).
Segundo a manifestação, o documento da PF não aponta necessidade de internação hospitalar imediata, mas reconhece que o estado de saúde de Bolsonaro exige a observância rigorosa de medidas médicas e assistenciais específicas. Para a defesa, o próprio laudo oficial deixa claro que a ausência desses cuidados pode resultar em descompensação clínica súbita, com risco concreto de morte.
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De acordo com os advogados, a avaliação técnica sobre a saúde de Bolsonaro não se encontra encerrada, uma vez que ainda será juntado ao processo o parecer de um médico pessoal de Bolsonaro, indicado pela defesa para atuar como assistente na perícia efetuada pela PF.
“A defesa ressalta, ainda, que a avaliação técnica não se encontra encerrada, estando pendente a apresentação do parecer do médico indicado como assistente técnico, que complementará a análise sob a perspectiva da compatibilidade entre o estado de saúde do Presidente e o regime de custódia atualmente imposto.”
A perícia médica foi determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável por decidir se Bolsonaro permanecerá preso na Papudinha, se terá a prisão convertida em domiciliar ou se será encaminhado para um hospital penitenciário.
O que diz o laudo da PF
No laudo enviado ao Supremo, a Polícia Federal informou não haver, neste momento, indicação para transferência do ex-presidente para cuidados em nível hospitalar em razão das doenças apresentadas.
Ainda assim, os peritos apontaram que Bolsonaro apresenta sinais e sintomas neurológicos com potencial aumento do risco de novos episódios de queda, o que demanda investigação diagnóstica complementar.
O documento da PF também ressalta a necessidade de monitoramento clínico diário, controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, uso regular de múltiplos fármacos, acesso rápido a exames laboratoriais e de imagem, além da possibilidade de atendimento médico imediato em caso de intercorrências.
Em um dos trechos do laudo, a corporação afirma que a não observância dessas medidas pode acarretar complicações graves, como pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, AVC (acidente vascular cerebral), insuficiência renal, quedas com traumatismo craniano ou morte súbita.
Após a juntada do laudo médico, Moraes determinou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste em até cinco dias. A decisão sobre o futuro da prisão do ex-presidente será tomada após isso.
O que diz a defesa de Bolsonaro
A defesa do Presidente Jair Bolsonaro, diante das informações veiculadas na imprensa após a divulgação do laudo médico oficial, vem a público esclarecer que o referido documento não conclui, de forma expressa, pela possibilidade de manutenção do Presidente no atual local de custódia.
O laudo se limita a registrar a inexistência de indicação de internação hospitalar imediata, consignando, contudo, que o quadro clínico descrito exige a observância rigorosa de medidas médicas e assistenciais específicas. O próprio documento reconhece que a eventual ausência dessas medidas pode resultar em descompensação clínica súbita, com risco concreto de morte, bem como aponta risco de novas quedas, em razão das condições funcionais avaliadas.
A defesa ressalta, ainda, que a avaliação técnica não se encontra encerrada, estando pendente a apresentação do parecer do médico indicado como assistente técnico, que complementará a análise sob a perspectiva da compatibilidade entre o estado de saúde do Presidente e o regime de custódia atualmente imposto.
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