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‘Governo perdeu porque não se articulou corretamente’, diz presidente da CPMI do INSS

Carlos Viana ainda afirmou que vai tentar conversar com Alcolumbre sobre prorrogação da comissão

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O senador Carlos Viana defende a validade da votação que quebrou o sigilo fiscal do filho de Lula, afirmando que houve a contagem correta dos parlamentares.
  • Viana criticou a falta de articulação do governo, que recorreu à alegação de erro na votação.
  • Ele pretende discutir a prorrogação da CPMI do INSS com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
  • A CPMI aguarda resposta sobre a prorrogação e pode protocolar um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal até quinta-feira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente da CPMI defende que votação que aprovou quebra de sigilo fiscal de Lulinha está correta Waldemir Barreto/Agência Senado - Arquivo

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), voltou a afirmar nesta segunda-feira (2) que a votação que aprovou o requerimento de quebra de sigilo fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi correta.

“Não, não houve nenhum erro na votação. Está muito claro que nós seguimos o regimento durante todo o tempo. Eu contei sete [parlamentares contra a quebra do sigilo] duas vezes e reafirmo que estavam sete parlamentares em pé”, disse Viana a jornalistas.

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O senador relatou que, depois, apareceram outros parlamentares — que estavam sentados ou fora da sala — se dizendo contra a aprovação do requerimento, e que com essas pessoas seriam 14 votos contrários à aprovação do requerimento, o que ainda não seria suficiente para derrubar a pauta.

“O governo perdeu porque não se articulou corretamente, mais uma vez, e se apega nessa questão de que a contagem foi indevida, foi incorreta. Eu reafirmo que não. As imagens iniciais são muito claras”, garantiu Viana.

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Viana ainda afirmou que vai tentar conversar com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), em reunião de líderes nesta terça (3) sobre a prorrogação da CPMI do INSS.

“Nós enviamos na quinta-feira da semana anterior um ofício solicitando dele uma resposta formal. Ainda não recebemos qualquer manifestação. Amanhã, existindo essa reunião de líderes, será um momento muito interessante para que a gente possa colocar as questões todas em ordem”, comentou.

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Segundo Viana, um mandado de segurança está pronto, e, caso não haja uma resposta de Alcolumbre, a CPMI vai protocolar o pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) até quinta-feira (5).

Depoimentos

Nesta segunda, eram esperados três depoentes na CPMI. No entanto, compareceu apenas a ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, Aline Bárbara Mota de Sá Cabral.

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Segundo decisão do ministro do STF André Mendonça, Aline tem direito de permanecer em silêncio nas perguntas que possam implicar risco de autoincriminação.

O presidente da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), Rodrigo Ortiz, pediu para remarcar a oitiva para a quinta-feira (5), devido a uma viagem.

O advogado e empresário Cecílio Galvão, alvo de condução coercitiva, foi localizado pela polícia em São Paulo e também deve depor na quinta.

Galvão estava convocado para a reunião do dia 26 de fevereiro, mas alegou compromissos profissionais para justificar a ausência. Após a solicitação de condução coercitiva, pediu a dispensa do depoimento e o cancelamento da medida, o que foi indeferido pela CPMI.

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