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Dosimetria: Otto Alencar chama versão que veio da Câmara de ‘genérica’

Presidente da CCJ considera que projeto pode beneficiar crimes como corrupção, e que esse não seria o objetivo da dosimetria

Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senador Otto Alencar defende que a redução de penas do projeto "Dosimetria" se restrinja aos atos de 8 de Janeiro.
  • A proposta da Câmara dos Deputados é considerada "genérica" e pode beneficiar crimes como corrupção e violência sexual.
  • Um pedido de emenda foi formalizado para limitar a aplicação das novas regras apenas a delitos relacionados ao evento do dia 8.
  • A votação do texto está prevista para a próxima quarta-feira (17) na CCJ e no plenário do Senado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar, defende alterações no PL da Dosimetria Geraldo Magela/Agência Senado - 10.12.2025

O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), defende mudanças no projeto de redução de penas, conhecido como dosimetria, para restringir a aplicação do benefício exclusivamente a participantes dos atos de 8 de Janeiro.

Na avaliação do senador, a versão aprovada pela Câmara apresenta caráter “genérico” e abre brechas para a redução de penas em outros tipos de crime, como corrupção e até violência sexual.


A posição foi formalizada em um pedido de alteração apresentado nesta segunda-feira (15). Segundo Otto, sem uma delimitação clara, o texto permite a aplicação ampla dos critérios de dosimetria penal a crimes alheios ao contexto que motivou a proposta.

“Sem essa delimitação, o texto aprovado permite a aplicação genérica dos critérios de dosimetria penal a uma ampla gama de crimes fora do contexto da iniciativa legislativa, incluindo crimes de corrupção, crimes ambientais, crimes praticados com violência ou grave ameaça e crimes de natureza sexual”, afirmou o senador ao apresentar a emenda.


Conforme apuração do R7, a proposta de adequação tem ganhado respaldo no Senado e deve figurar entre os principais pontos de debate durante a análise do projeto, prevista para a próxima quarta-feira (17), tanto na CCJ quanto no plenário.

Tema ainda em avaliação

O ajuste de redação pode ser incorporado pelo relator, senador Espiridião Amin (PP-SC), mas o tema permanece em avaliação. A expectativa é de que o relatório seja protocolado nos próximos dias.


Caso a alteração seja confirmada, o texto precisará retornar à Câmara dos Deputados para nova votação. Parlamentares do PL, defensores do avanço da proposta, avaliam haver tempo hábil para nova análise ainda em 2025, mesmo com a retomada da tramitação na Casa.

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