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Entenda ‘pauta-bomba’ da aposentadoria especial, que pode ter impacto de R$ 24 bi ao governo

Projeto de lei complementar regulamenta a aposentadoria de agentes comunitários de saúde

Brasília|Do R7, em Brasília

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Apesar da pressão de Alcolumbre, Lula indicou Messias em vez de Pacheco ao STF CanalGov/Reprodução

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou para esta terça-feira (25) o projeto que regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde.

O projeto é visto como uma ‘pauta-bomba’ para o governo, já que pode ter um impacto de R$ 24,7 bilhões no Ministério da Previdência Social.

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A ação é considerada uma reação do parlamentar à indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Davi Alcolumbre defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD - MG).

O texto já foi aprovado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e, se referendado no plenário do Senado, ainda tem de passar pela Câmara.

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“A proposta representa um marco para milhares de profissionais que dedicam suas vidas ao cuidado direto da população brasileira. Homens e mulheres que, todos os dias, enfrentam sol e chuva para assegurar saúde, prevenção e orientação às famílias em cada canto do país”, afirmou Alcolumbre em nota.

O que diz o texto?

Os principais pontos do PLP são:

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  • Prevê paridade (mesmos reajustes dos ativos) e integralidade (aposentadoria com o valor total do salário) para os agentes;
  • Estabelece critérios de idade e tempo de serviço para concessão do benefício;
  • Permite a conversão de tempo especial em tempo comum para efeitos de aposentadoria;
  • Contempla o tempo exercido como dirigente sindical da categoria para contagem de aposentadoria e
  • Define regras para pensão por morte com os mesmos benefícios (integralidade/paridade) para a categoria

Messias no Senado

Davi Alcolumbre deve escolher um relator na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que será responsável por elaborar parecer recomendando ou não a aprovação do indicado de Lula.

Depois disso, ocorre a sabatina, ainda sem data marcada. O evento é quando os senadores podem fazer perguntas e avaliar se a pessoa indicada tem condições de assumir o cargo.

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Ao final da sabatina, os parlamentares votam de forma secreta. Para ser aprovado na CCJ, Messias precisa de maioria simples: mais da metade dos integrantes da comissão.

Se passar por essa etapa, o nome segue ao plenário do Senado. Lá, a regra é outra: Messias precisa do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores — o que corresponde à maioria absoluta.

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