'Estão observando a portaria', diz Queiroga sobre cruzeiros suspensos
O ministro ainda frisou que a situação está sendo tratada sob o comando da Casa Civil
Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

Após as companhias de navios decidirem suspender os cruzeiros até 21 de janeiro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, avaliou que a decisão observa o que define a portaria interministerial que possibilitou o retorno das viagens em novembro de 2021. O médico afirmou, nesta segunda-feira (3), que o tema está sendo tratado sob o comando da Casa Civil.
"Se companhias de cruzeiro estão fazendo isso, naturalmente estão observando o que está escrito na portaria e a segurança de quem contrata esses passeios dos cruzeiros", disse Queiroga a jornalistas, na porta do Ministério da Saúde.
Apesar de o assunto estar sendo discutido pela pasta, junto à Casa Civil e aos ministérios da Justiça e da Infraestrutura, Queiroga ponderou que situações de casos de Covid-19 e surto nas embarcações já estavam previstos pelo regramento que permitiu o retorno das viagens. "Temos uma portaria que oferecia segurança para a realização dos cruzeiros e previa situações como essa, de ter casos de Covid. Ali já tinha toda a normativa."
Ainda assim, acatando uma recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil) informou, nesta segunda-feira, que as companhias suspenderam voluntariamente os embarques nos portos do Brasil até 21 de janeiro.
A paralisação, segundo a entidade, se dá em razão de "incertezas na interpretação e aplicação dos protocolos operacionais previamente aprovados" com relação à Covid-19, diferentemente do que foi argumentado por Queiroga. Os navios que já iniciaram as viagens, por outro lado, vão finalizar o itinerário.
O objetivo da pausa é justamente buscar um alinhamento de regras junto à Anvisa, aos ministérios responsáveis e aos estados e cidades por onde passam os navios.















