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Rejeição da PF à delação de Vorcaro endurece clima no STF e dificulta acordo

Interlocutores avaliam que PGR dificilmente comprará embate com a Polícia Federal para sustentar acordo fragilizado

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal rejeitou a delação premiada de Daniel Vorcaro, endurecendo o clima no STF.
  • A PGR continua negociando, mas a rejeição da PF dificulta a homologação do acordo.
  • Vorcaro não apresentou informações novas e tentou proteger pessoas próximas.
  • Ministro Mendonça exige provas concretas e já autorizou prisões relacionadas ao caso.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
PF recusou delação por entender que Vorcaro não apresentou informações importantes Divulgação/Banco Master

A rejeição da Polícia Federal à proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro provocou um endurecimento ainda maior no entorno do ministro André Mendonça e passou a ser vista como um fator de forte influência sobre o futuro do acordo no STF (Supremo Tribunal Federal).

No gabinete de Mendonça, o clima descrito por interlocutores é de distanciamento e rigor em relação à tentativa de acordo. Além disso, embora a PGR (Procuradoria-Geral da República) continue negociando com a defesa do dono do Banco Master, pessoas envolvidas nas discussões avaliam que a negativa da PF cria um obstáculo relevante para a homologação da colaboração.


A equipe do procurador-geral, Paulo Gonet, continua analisando o material, mas interlocutores acham difícil que a PGR compre uma briga com a polícia para defender um acordo fragilizado.

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A Polícia Federal recusou a delação por entender que o banqueiro não apresentou informações importantes e tentou proteger pessoas próximas e autoridades. Além disso, a PF avaliou que o que ele ofereceu não tinha novidades.


Nas últimas semanas, a polícia avançou nas investigações por conta própria, apreendeu celulares e prendeu o pai e um primo de Vorcaro. Com isso, o que o ex-banqueiro tinha para contar perdeu o valor de exclusividade.

Sem jogo político

A postura de Mendonça com a delação tem sido guiada por dois pontos. O primeiro é a exigência de provas concretas que sustentem eventual colaboração. O ministro tem deixado claro que delação não é um jogo político. Para ser aceita, ela precisa ser séria e vir acompanhada de provas concretas, como documentos e extratos, e não apenas de depoimentos.


O segundo ponto é que o ministro não tem aguardado a definição da delação para autorizar medidas na investigação. Foi Mendonça quem autorizou as prisões do pai e do primo do ex-banqueiro, em decisões fundamentadas na suspeita de tentativa de atrapalhar as apurações.

Pela legislação, a PGR pode formalizar um acordo de colaboração mesmo sem anuência da Polícia Federal. Ainda assim, a avaliação de investigadores e integrantes do sistema de Justiça é que a rejeição da PF acende um sinal vermelho.


Se os investigadores da PF apontarem que o ex-banqueiro mentiu ou omitiu dados, o ministro vai fazer uma análise minuciosa.

Para que o acordo seja validado, a PGR precisará provar que conseguiu tirar de Vorcaro segredos inéditos e valiosos. Caso contrário, a delação caminha para ser totalmente descartada no STF.

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