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Fim da 6x1: Boulos diz que Lula e Alcolumbre não firmaram acordo

Governo quer aprovar no Senado, antes das eleições, a proposta que reduz a jornada de trabalho, mas enfrenta resistência

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Boulos afirma que Lula e Alcolumbre ainda não firmaram compromisso para destravar a PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1.
  • Governo terá duas semanas de esforço concentrado no Congresso antes das eleições para avançar com a proposta.
  • Mobilizações sociais em favor da pauta ocorrerão em todas as capitais do país na próxima segunda-feira (10).
  • A PEC, já aprovada pela Câmara dos Deputados, está parada no Senado e propõe a adoção da escala 5x2 e redução da jornada de trabalho.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após mais de três meses sem se falar, Lula e Alcolumbre se reuniram na última terça-feira José Cruz/Agência Brasil - Arquivo

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (7) que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não firmaram nenhum compromisso para destravar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6x1.

“Não houve nenhum compromisso firmado. Esperamos que esse compromisso seja feito nas próximas semanas”, declarou Boulos.


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Segundo ele, o governo terá duas semanas de esforço concentrado no Congresso antes das eleições para tentar avançar com a matéria.

O ministro disse ainda que haverá mobilizações sociais na próxima segunda-feira (10) em todas as capitais do país em favor da pauta.


Jantar de reaproximação

Lula e Alcolumbre se reuniram na noite de terça-feira (4) após três meses e meio sem conversar. O encontro ocorreu durante um jantar oferecido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, com o objetivo de reaproximar os dois.

Boulos ressaltou que o fim da escala 6x1 é a principal prioridade legislativa do governo neste segundo semestre — decisão que, segundo o ministro, foi tomada em reunião ministerial e chancelada por Lula.


“Existem várias outras pautas que consideramos importantes, mas a prioridade principal é o fim da escala 6x1”, salientou, em coletiva de imprensa após reunião com representantes de centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares, em São Paulo.

Proposta parada

A PEC está parada no Senado há dois meses e uma semana, após ter sido aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, em 27 de maio. A proposta estabelece a adoção imediata da escala 5x2 e a redução inicial da jornada de 44 para 42 horas semanais, com posterior diminuição para 40 horas.


Segundo Boulos, adiar a votação para depois das eleições aumentaria o risco de o texto ser alterado para ampliar o período de transição, criar compensações aos empregadores ou permitir a redução de salários. “Quem quer jogar isso para depois da eleição quer apostar no esquecimento do eleitor”, frisou.

O ministro atribuiu essa estratégia ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Na avaliação de Boulos, parlamentares teriam mais dificuldade para votar contra a proposta antes das eleições devido à repercussão entre os trabalhadores, mas poderiam mudar de posição depois do pleito.

Caminho no Senado

A expectativa do governo é de que Alcolumbre envie a PEC à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde será designado um relator. Depois da análise do colegiado, o texto poderá seguir ao plenário do Senado.

Boulos afirmou ainda que o governo não aceitará novas mudanças no conteúdo da PEC aprovada pela Câmara. “Nós não vamos mais negociar texto”, declarou. Segundo o ministro, a proposta já resulta de uma negociação que reduziu a jornada inicialmente para 42 horas semanais e estabeleceu uma transição para as 40 horas.

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