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Flávio Bolsonaro critica Lula por ausência na posse de presidente do Chile: ‘Muito pequeno’

Fontes do Planalto atribuíram cancelamento à presença do senador no evento

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro criticou Lula pela ausência na posse de José Antonio Kast, chamando-o de "pequeno".
  • A decisão de Lula de não comparecer foi atribuída a incompatibilidade de agenda e à presença de Flávio no evento.
  • Kast venceu as eleições chilenas e prometeu políticas duras contra imigração e desregulação econômica.
  • A posse de Kast reuniu líderes de direita da América do Sul e consolidou a presença de cinco presidentes conservadores na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo justificou a ausência de Lula citando incompatibilidade de agenda Montagem: REUTERS/Adriano Machado - 04.03.26 e REUTERS/Sarah Meyssonnier - 10.02.26

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira (11) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi “pequeno” ao cancelar a viagem ao Chile para a posse do novo presidente do país, José Antonio Kast.

“Lula foi muito pequeno com essa postura, porque ele não consegue conviver com pessoas que pensam diferente dele”, disse o senador em entrevista a um canal de televisão do Chile.


O pré-candidato à Presidência também disse que o Chile “é um importante parceiro comercial do Brasil” e que Lula colocou “uma questão pessoal, uma birra, rancor, em primeiro lugar” ao desistir de ir ao evento.

Flávio esteve no país para participar da posse do presidente de direita. O senador foi convidado pela equipe de Kast e viajou acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro.


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O Palácio do Planalto informou, na véspera da cerimônia, que o presidente não faria a viagem por incompatibilidade de agenda.

Segundo aliados, decisão foi tomada após a confirmação da presença de Flávio Bolsonaro na posse. Lula havia aceito o convite de Kast após encontro entre os dois no Panamá, em janeiro.


Após a ausência de Lula, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve entregar um convite para Kast visitar o Brasil.

Ao canal chileno, Flávio afirmou que o presidente “não respeita quem pensa diferente e, o tempo todo, fala com muito ódio e ressentimento no coração”. O senador também comparou os dois presidentes. “O presidente Kast é muito maior que Lula”, disse.


O pré-candidato ao Planalto também citou a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso desde novembro, condenado pela trama golpista.

“Ele é muito forte, tem uma mente muito forte e está muito consciente do que está acontecendo no Brasil. Vamos trabalhar para tirá-lo dessa situação o quanto antes, e a justiça será feita com o presidente Bolsonaro”, disse.

A cerimônia de posse de Kast reuniu chefes de Estado e autoridades da região, entre eles os presidentes Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai), Daniel Noboa (Equador) e Yamandú Orsi (Uruguai). O chanceler Mauro Vieira representou o Brasil.

Kast derrotou candidata do Partido Comunista

José Antonio Kast venceu o segundo turno das eleições chilenas em 14 de dezembro de 2025 com 58,3% dos votos, contra 41,7% da candidata do Partido Comunista, Jeannette Jara. A vitória encerrou o governo do esquerdista Gabriel Boric, iniciado em 2022.

Fundador do Partido Republicano, Kast ocupou cadeira na Câmara dos Deputados chilena por mais de uma década pela UDI (União Democrática Independente) e já havia concorrido à presidência em 2021, quando perdeu para Boric.

Em 2025, beneficiou-se da rejeição ao governo, marcado por dificuldades econômicas e aumento da criminalidade.

O novo presidente prometeu reprimir a imigração ilegal, reduzir gastos públicos e desregulamentar a economia. Propôs também criar uma força policial nos moldes do ICE americano para rastrear e deportar imigrantes indocumentados.

Kast tem vínculos com a família Bolsonaro e participou, em março, da “Cúpula Escudo das Américas”, reunião organizada por Donald Trump com 12 líderes de direita para discutir segurança e imigração. No encontro, apareceu em fotos ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Com a posse de Kast, agora são cinco presidentes de direita em países da América do Sul: Chile, Argentina, Bolívia, Paraguai e Equador.

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