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Fux defende que Judiciário ‘se aproxime do sentimento constitucional do povo’

Ministro disse que Justiça precisa estar mais próximo da sociedade para que decisões sejam respeitadas

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Luiz Fux defende aproximação do Judiciário com a sociedade para aumentar a legitimidade das decisões.
  • Fux enfatiza a importância de compreender o "sentimento constitucional do povo", e não apenas pesquisas de opinião.
  • Recentemente, ele pediu transferência de turma no STF e divergiu em votações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Critica o alto número de processos e sugere que custos judiciais elevados podem reduzir ações no Supremo Tribunal Federal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Luiz Fux
Segundo Fux, Judiciário tem que 'aferir o sentimento constitucional do povo' Rosinei Coutinho/STF - 21.10.2025

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux afirmou nesta sexta-feira (24) que o Poder Judiciário precisa estar mais próximo da sociedade para que suas decisões tenham maior legitimidade e sejam respeitadas.

“O Judiciário também deve prestar contas à sociedade e quanto mais ele se aproxima do sentimento constitucional do povo, mais uma decisão se torna democraticamente legítima e mais ela será respeitada”, disse Fux durante seminário da Fenalaw sobre os desafios da Justiça na era digital, em São Paulo.

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“Não se está se falando de pesquisas de opinião pública, nem paixão passageira, mas é aferir o sentimento constitucional do povo”, afirmou.

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O ministro falou sobre seu mandato como presidente do STF entre 2020 e 2022 e destacou a implantação de sistemas de inteligência artificial.

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O evento ocorre dias depois de Fux solicitar sua transferência da Primeira Turma do STF, responsável pelos julgamentos da trama golpista, para a Segunda Turma. O pedido foi aceito pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

Na Primeira Turma, Fux foi o único a votar pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo crime de tentativa de golpe de Estado.

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Ao proferir o voto, ele divergiu de suas próprias teses para condenar envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Fux já havia condenado mais de 600 pessoas pelos mesmos crimes pelos quais inocentou Bolsonaro.

Durante o evento nesta sexta, Fux defendeu que os custos do acesso à Justiça sejam maiores para ajudar a reduzir o número de processos. Ele criticou o que chamou de “fetiche” em levar ações ao Supremo.

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“Nos países onde as defesas judiciais são caras, as pessoas não se lançam em aventuras judiciais. As pessoas têm um fetiche sobre ‘quando a minha causa vai para o Supremo?’. Só não sabem quando volta. Somos 11 ministros fazendo o trabalho de 18 mil”, brincou.

Nesta semana, o Senado aprovou o remanejamento de orçamento do Judiciário para criar 200 novos cargos no STF. A justificativa é diminuir a rotatividade no quadro de servidores e seu prejuízo à análise dos processos.

Desses novos cargos, 160 são funções comissionadas de nível FC6, que serão alocados nos gabinetes dos ministros da Corte. O STF afirma que vai acrescentar 16 cargos FC-6 em cada gabinete de ministro, totalizando 17 servidores em cada um.

Segundo o STF, as vagas FC-6 “só podem ser ocupadas por servidores públicos concursados e que se disponham a trabalhar com temas de maior complexidade e maior responsabilidade”.

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