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Governo deve lançar programa de recompra de armas de fogo no segundo semestre, diz Flávio Dino

A regulamentação ainda está sendo discutida pelos órgãos, e o orçamento para a ação deve ficar em torno de R$ 100 milhões

Brasília|Plínio Aguiar e Hellen Leite, do R7, em Brasília

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Orçamento da ação deve ser em torno de R$ 100 mi
Orçamento da ação deve ser em torno de R$ 100 mi

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve lançar no segundo semestre deste ano o programa de recompra de armas que antes eram de uso permitido e passarão a ser de uso restrito. O anúncio foi feito durante um conjunto de ações voltadas para a área de segurança pública, assinadas pelo petista na manhã desta sexta-feira (21) no Palácio do Planalto, em Brasília.

De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, a regulamentação do programa ainda está sendo discutida pelo governo, e a adesão não será obrigatória. O orçamento para a ação deve ficar em torno de R$ 100 milhões. O Executivo não informou mais detalhes do projeto.

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"O programa de recompra ainda será estudado pelo secretário Tadeu [Alencar, da Secretaria Nacional de Segurança Pública], não temos um valor fechado, mas deverá ser algo em torno de R$ 100 milhões”, afirmou Dino. Segundo o ministro, o governo optou pelo caminho do "convencimento" e da "persuasão", mas isso não significa que a política não possa ser alterada.

"Debatemos longamente o que fazer com o acervo já disponível. O primeiro caminho mais coercitivo; o outro, de convencimento. Mas nenhuma política pública é imutável, iremos percorrer o caminho da persuasão por incentivo econômico, no caso, o programa de recompra, e a dificuldade de manutenção dessas armas", disse ainda.

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Armas de fogo

Mais cedo, Lula e Dino haviam lançado um pacote de medidas para o fortalecimento das políticas de segurança pública nos estados e no Distrito Federal, entre elas o reajuste dos salários de policiais e o controle de armas e de clubes de tiro. O conjunto de propostas, anunciado em um evento no Palácio do Planalto, foi chamado pelo governo de "pacote da democracia".

As principais alterações dizem respeito à redução de armas e munições acessíveis para civis, entre eles caçadores, atiradores e colecionadores (CACs); à retomada da distinção entre as armas de uso dos órgãos de segurança e aquelas acessíveis aos cidadãos comuns; ao fim do porte de trânsito municiado para CACs; a restrições às entidades de tiro desportivo; à redução da validade dos registros de armas de fogo; e à migração progressiva da competência referente às atividades de caráter civil que envolvem armas e munições para a Polícia Federal.

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Eram autorizadas até quatro armas de uso permitido, sem exigência de comprovação da efetiva necessidade, com possibilidade de ampliação do limite, além de 200 munições por arma por ano. Agora, a licença será de até duas armas de uso permitido, com comprovação da efetiva necessidade e com 50 munições por arma por ano.

• Caçadores, atiradores e colecionadores

Para os chamados CACs, antes eram permitidas 30 armas, sendo 15 de uso restrito, com mil munições por arma de uso restrito por ano (15 mil/ano) e até 5.000 munições por arma de uso permitido por ano (75 mil/ano). Agora, são permitidas seis armas, até duas de uso restrito, com 500 munições por arma e necessidade de autorização do Ibama.

Outra mudança tem a ver com a migração progressiva das competências referentes às atividades de caráter civil que envolvem armas. Na regra anterior, o Exército era o responsável por liberar e fiscalizar os registros para caça, tiro desportivo, colecionamento desportivo, colecionadores e entidades de tiro esportivo. Com a nova regra, a Polícia Federal passa a ter essa competência.

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