Brasília Governo dispensa delegado investigado por espionagem na Abin de coordenação na PF 

Governo dispensa delegado investigado por espionagem na Abin de coordenação na PF 

Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho perdeu a função de coordenador de Aviação Operacional

  • Brasília | Bruna Lima, do R7, em Brasília

Delegado dispensado de coordenação é investigado pela PF

Delegado dispensado de coordenação é investigado pela PF

Marcelo Camargo/Agência Brasil - 26/04/2023

O governo federal dispensou o delegado Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho da função de coordenador de Aviação Operacional da Polícia Federal. O policial é um dos investigados na operação da PF que apura o uso irregular de um sistema da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para monitorar autoridades brasileiras. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (26). 

Antes de perder o cargo de confiança, Coelho tinha sido afastado do exercício de todos os cargos públicos, em uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Na mesma decisão, Moraes também afastou outros agentes federais, atendendo a um pedido da própria PF. 

O delegado era secretário de Planejamento e Gestão da Abin quando o agora deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) era diretor-geral da agência. Coelho teve uma passagem pelo Palácio do Planalto no início do governo Bolsonaro. Ele e Ramagem foram assessores especiais na Secretaria de Governo.

Ramagem também foi alvo da operação. O gabinete do parlamentar foi um dos locais onde os agentes fizeram buscas, que também ocorreram em endereços de outras pessoas no Distrito Federal, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A casa e o escritório do deputado também foram alvos.

As ações desta quinta (25) fazem parte das investigações da Operação Última Milha, deflagrada em outubro de 2023.

A apuração mostrou que os investigados criaram uma estrutura paralela dentro da agência. "[O grupo] utilizou ferramentas e serviços daquela agência de inteligência do Estado para ações ilícitas, produzindo informações para uso político e midiático, para a obtenção de proveitos pessoais e até mesmo para interferir em investigações da Polícia Federal", explicou a PF.

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