Brasília Governo do DF estuda auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência

Governo do DF estuda auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência

A governadora em exercício Celina Leão fez a afirmação após uma solenidade na Câmara Legislativa do Distrito Federal 

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

Celina Leão (PP), governadora em exercício do DF, em solenidade na CLDF

Celina Leão (PP), governadora em exercício do DF, em solenidade na CLDF

Reprodução/TV Câmara Distrital - 06.03.2023

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse nesta segunda-feira (6) que o governo estuda uma ajuda de custo no aluguel para que mulheres vítimas de violência possam deixar os agressores. De acordo com a chefe do Executivo local, a medida "patrimonial" ajudará a quebrar o ciclo de agressões e evitar novos casos de feminicídio. Celina também defendeu o reajuste de 18% aos policiais militares, bombeiros e policiais civis do DF.

A afirmação foi feita após a participação de Celina em uma sessão solene em homenagem às mulheres da Segurança Pública, na Câmara Legislativa do DF. O auxílio faz parte de ações que o governo prepara para combater a violência doméstica contra a mulher.

Outra iniciativa que o governo estuda é uma bolsa para os órfãos de mães assassinadas pelo companheiro. Para se ter uma ideia, de 2015 a 2022, o DF ganhou pelo menos 280 órfãos de mães que foram vítimas de feminicídio. O grupo de trabalho foi criado em 9 de fevereiro, quando o DF contabilizava cinco casos de feminicídio em 2023. Até a última quinta (2), o número de vítimas chegou a oito, mais de uma morte por semana.

"Estamos estudando uma bolsa para os nossos órfãos do feminicídio e ajuda de custo de aluguel para aquelas mulheres que não têm onde se alocar durante as primeiras medidas para sair dessa situação de violência. É efetivo, patrimonial e vai ajudá-las muito", afirmou a governadora em exercício ao deixar a solenidade.

Reajuste para a Segurança

No plenário da Câmara, Celina disse que foi questionada sobre o reajuste para as forças de  segurança e a importância de reajustar os vencimentos na educação e na saúde. "Não temos que questionar o aumento de outra carreira, mas o meu aumento. Não é diminuindo uma carreira que vou remunerar a minha. Esse debate de priorizar a carreira ‘A’ ou ‘B’ não é de estado. De estado é valorizar a todos", argumentou.

O GDF trabalha para convencer o governo federal a dar um aumento de 18% às forças de segurança da capital. Com um impacto anual de pouco mais de R$ 1,4 bilhão, o reajuste beneficiaria as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros.

A governadora em exercício anunciou, em 28 de fevereiro, o envio de mensagem ao Executivo federal que trata do tema. A expectativa é que, se atendido, o aumento vai impactar no salário de cerca de 20 mil funcionários das três corporações, incluindo aposentados.

Sessão solene

Celina também destacou a importância de mais mulheres na Segurança Pública. Ela afirmou que a CLDF também precisaria de mais deputadas distritais. “Mulheres são necessárias em todas as áreas, mas, na Segurança Pública, mais ainda. Se você olhar o número de profissionais de saúde e educação, há mais mulheres. Nossa Segurança Pública não tem o número de mulheres que merece”, disse.

A governadora em exercício disse, ainda, que uma policial militar do sexo feminino vai se colocar no lugar de uma vítima de violência doméstica quando estiver trabalhando. “Assim como uma bombeira que socorre uma mulher ferida e a delegada que investiga um crime”, disse. O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) presidiu a sessão.

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