Gripe aviária: preço do frango não deve cair, e Brasil vai voltar a exportar em breve, diz entidade
Presidente de comissão da CNA assegura que a população não deve se preocupar com uma crise da doença no Brasil
Brasília|Beatriz Oliveira*, do R7, em Brasília

O presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Adroaldo Hoffmann, afirmou nesta quinta-feira (22) que o preço do frango não deve mudar após o caso de gripe aviária e que não há perigo em consumir o alimento.
“Não vai ter impacto. O preço do frango vai se manter no mesmo patamar. A questão logística das indústrias consegue segurar um certo estoque”, disse Hoffmann ao R7.
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Hoffmann avalia que os brasileiros não devem notar diferenças nos mercados, pois a proteína representa 70% da produção nacional e já costuma ser mais barata que a carne bovina. Ele ainda recomendou que “a população continue comendo frango” e assegurou que não existem riscos em consumir a carne e os ovos.
“Que a gente continue consumindo, como a gente sempre fez. Isso vai ajudar a cadeia produtiva, vai mostrar para o mundo que nós temos controle sobre a nossa produção e somos referência para o mundo em questão de biossegurança”, ressaltou.
Brasil vai recuperar exportações
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, países como China, México, Argentina, Coreia do Sul e integrantes da União Europeia suspenderam a compra de frango do Brasil.
Apesar do cenário, Hoffmann assegura que o comércio de aves com outros países será recuperado em breve. Ele se mantém otimista e entende que “a confiança que o comprador tem no produto brasileiro vai se sobrepor” à crise.
“Hoje, a cada dez aves vendidas no mundo, mais de três delas são brasileiras. Mais de 30% do comércio mundial [de aves] é brasileiro. Então, a gene entende que o Brasil tem um produto de qualidade e que nós vamos voltar ao mesmo patamar que estávamos antes dessa crise”, afirmou.
A segurança de que o país deve se reerguer vem da confiança nos protocolos de controle sanitário. No dia 16, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, avaliou que o sistema brasileiro é robusto e eficiente e destacou que outros países passaram a adotar o mesmo processo.
Nesta quinta, começou o vazio sanitário na granja de Montenegro (RS), onde foi registrado o primeiro caso da gripe aviária. Isso significa que o local passará 28 dias sem ter a presença de aves. Após esse período, o Brasil poderá exportar a proteína novamente, caso não haja nenhum novo caso da doença.
Hoffmann reforça aos produtores a importância de seguir as normas de segurança e que o episódio não vai se repetir, mas que, caso aconteça novamente, não será por erros no protocolo.
“A gente está cumprindo os protocolos, a gente está seguindo tudo que é passado [sobre possibilidades para que se evite a contaminação]. Falo isso porque eu sou produtor. Pelo que é feito no Brasil nos últimos 20, 30 anos de segurança e cuidados com a nossa produção, isso [a situação de gripe aviária] vai se reverter”, disse.
Ele também reforçou que as indústrias fornecem um bônus para produtores que cumprem os requisitos de segurança. “O produtor faz questão de manter toda a estrutura dele de cerca, de biossegurança, porque isso é importante”, pontuou.
Brasil enfrenta crise de gripe aviária?
Na avaliação do CNA, a população não precisa se preocupar com uma crise de gripe aviária. Hoffmann pontua que “o Brasil passou 20 anos sem ter um problema na produção comercial” e conseguiu evitar que a doença entrasse no país. Apesar do primeiro caso, ele reforça que o episódio não vai se repetir, pois “não irão baixar a guarda”.
“O produtor, instruído pela CNA, pelas federações, pelos sindicatos rurais, pelas associações que trabalham hoje com a cadeia produtiva, pelas indústrias, pelos órgãos de controle de vigilância sanitária animal, vai redobrar nossas atenções. A gente vai entrar na granja com senso crítico”, disse Hoffmann.
*Sob supervisão de Leonardo Meireles
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