Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento durante perfuração na Foz do Amazonas
Instituto alerta que líquido descarregado no mar representa risco médio para a saúde humana e o ecossistema aquático
Brasília|Da Reuters
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O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões por um vazamento de fluido de perfuração de poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, em janeiro.
O fluido de perfuração é uma mistura de produtos utilizada durante o processo de perfuração de poços nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás. Segundo o Ibama, houve uma descarga de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa (mistura oleosa) no mar.
Segundo o Ibama, o líquido descarregado acidentalmente no mar pela Petrobras contém componentes classificados na categoria de risco B, o que representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático.
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A região onde a Petrobras realiza o trabalho exploratório para encontrar petróleo e gás é tida como a de maior potencial para abrir uma nova fronteira de produção, mas também tem desafios ambientais e socioeconômicos, o que atrasou o licenciamento do poço por anos.
A partir do auto de infração emitido pelo Ibama, a Petrobras tem prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa. Procurada, a empresa não comentou o assunto imediatamente.
Retomada da perfuração
Nesta semana, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do poço, que havia sido paralisada no início do ano devido ao vazamento, impondo algumas condicionantes.
Inicialmente, a estatal previa concluir as atividades no poço em aproximadamente cinco meses.
O vazamento do fluido gerou protestos de ativistas e organizações indígenas locais, que há anos alertam sobre o impacto potencial que a exploração de petróleo pode ter nos ecossistemas marinhos e costeiros da região.
Ibama é rigoroso, diz presidente
Segundo o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, o órgão é muito rigoroso na concessão de licenciamento de exploração porque, embora acidentes aconteçam, os planos de gerenciamento são feitos para “reduzir ao máximo a possibilidade da ocorrência desse tipo de situação”.
“É aquela coisa, você tem o extintor na parede, mas não quer que tenha um incêndio”, comparou ele, ao avaliar que a região da Foz do Amazonas é “mais sensível” porque, mesmo estando em alto mar, tem áreas de corais e manguezais na costa.
O presidente do Ibama citou que a Petrobras é a autuada número 1 do órgão ambiental, “normalmente por causa de pequenos incidentes”.
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