Ibaneis nega ter tratado de compra do Master ao encontrar Vorcaro: ‘Entrei mudo, saí calado’
Governador do DF disse que almoçou com dono do banco, mas compra da instituição só foi discutida com ex-presidente do BRB
Brasília|Bruna Pauxis e Edis Henrique Peres, do R7, em Brasília
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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), confirmou que se encontrou com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mas negou ter tratado da compra da instituição financeira pelo BRB (Banco de Brasília).
“Fui convidado para um almoço na casa dele [de Vorcaro], organizado por um amigo em comum. Como não o conhecia, entrei mudo e saí calado”, alegou Ibaneis.
A declaração do governador ocorreu em resposta à informação, confirmada pelo R7, de que Vorcaro teria conversado com Ibaneis em algumas oportunidades pra tratar da venda do Master ao BRB, segundo depoimento do banqueiro à PF (Polícia Federal).
No entanto, o chefe do Palácio do Buriti afirmou que todas as tratativas sobre a operação ocorreram só com o ex-presidente do Banco de Brasília Paulo Henrique Costa. “Essa informação [dita em depoimento], se existe, está equivocada. Eu nunca tratei com ele sobre a operação BRB-Master”, ressaltou Ibaneis.
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Em 19 de novembro último, quando a PF prendeu Daniel Vorcaro durante a Operação Compliance Zero, Ibaneis afirmou não acreditar que esse fato levasse a uma eventual perda política para a própria candidatura ao Senado.
“Como não tenho qualquer envolvimento, até por não conhecer nada de sistema financeiro, em pouco tempo esse desgaste passa”, afirmou o governador ao R7 Planalto, à época.
Compra do Master
O negócio entre o Banco Master e o BRB foi anunciado em março de 2025. A previsão era de compra de 49% das ações ordinárias da instituição financeira privada, além de 100% das ações preferenciais e de 58% do capital total.
Em 17 de junho, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a compra, decisão celebrada pelo governador do Distrito Federal: “Mais um passo vencido. Estamos no caminho certo. Aguardamos, agora, a aprovação pelo Banco Central”, afirmou Ibaneis à RECORD, na data.
Em 18 de novembro, porém, o Master acabou liquidado pelo Banco Central, após investigações da PF revelarem o uso de créditos fictícios e a execução de triangulações financeiras complexas pela empresa para inflar artificialmente o patrimônio do banco e mascarar um colapso de liquidez.
O esquema envolvia a emissão de títulos falsos e a venda de carteiras de crédito inexistentes para outras instituições, como o BRB — um banco público —, além da captação de recursos de investidores por meio da oferta de taxas de juros consideradas insustentáveis pelo mercado.
O encerramento das atividades do Banco Master foi questionado na Justiça e será avaliado pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Contudo, não há possibilidade de que a liquidação seja revertida, segundo informações da própria Corte.
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