Brasília Inmet admite risco de ciclone virar furacão no Sul do Brasil

Inmet admite risco de ciclone virar furacão no Sul do Brasil

Segundo o governo, ciclone pode atingir principalmente o Rio Grande do Sul e Santa Catarina a partir desta terça-feira (17)

  • Brasília | Alan Rios, do R7, em Brasília

Pessoas agasalhadas durante 
onda de frio

Pessoas agasalhadas durante onda de frio

WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - Arquivo

Um ciclone subtropical pode atingir o Sul do país nos próximos dias, alertou o Ministério do Desenvolvimento Regional. O fenômeno, que pode provocar ventos de 100 km/h, subiu de categoria e deve ser sentido principalmente nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina a partir da manhã de amanhã, terça-feira (17). O risco de um furacão não está descartado. 

Em coletiva de imprensa na noite desta segunda-feira (16), a pasta e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) deram detalhes técnicos sobre o ciclone. "A gente já fazia previsão de ventos fortes quando a Marinha emitiu uma nota classificando-o na categoria superior, que é tempestade subtropical", disse a coordenadora-geral de Meteorologia do Inmet, Marcia Seabra.

O diretor do Inmet, Miguel Ivan, lembrou que, quando a Marinha nomeia um ciclone, isso significa que ele tem relevância e pode ter impacto na vida de pessoas. "Ele pode subir na costa do Rio Grande do Sul, entre Santa Catarina, Paraná e até o sul de São Paulo. Começa nesta noite. No Rio Grande do Sul fica mais intenso na madrugada de amanhã e depois se desloca", ressalta.

Os ventos podem ultrapassar os 100 km/h em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Tecnicamente, há a classificação de furacão quando os ventos ultrapassam 120 km/h, além de outros fatores. O ciclone pode apenas ficar em alto-mar, causando menos prejuízos, mas somente análises futuras vão definir precisamente o impacto.

Miguel Ivan ainda confirmou que, caso esse ciclone se prolongue, "pode ser algo parecido com 2004", fazendo referência ao furacão Catarina, que atingiu ventos de 180 km/h naquele ano. "Mas pode ser diferente, porque pode ser que aconteça em alto-mar e não chegue à costa [terrestre]."

O diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun, deu orientações gerais para a população, como a busca por alertas da Defesa Civil. "No caso de ventos de 100 km/h, precisamos primeiro orientar a população para que busque informações nos sistemas de Defesa Civil. Àqueles que estão em área de risco, pedimos que cadastrem os celulares enviando um SMS para o número 40199 com o CEP da região onde moram. A partir daí, começam a receber alertas pelo celular", informou.

Segundo Braun, ventos como esses estimados podem causar "destelhamento, queda de pequenas árvores, queda de postes e, com isso, interrupção de energia elétrica". "Por isso é importante que a população evite sair de casa com a chegada desses ventos."

Onda de frio

A Defesa Civil também divulgou, no começo desta semana, detalhes sobre a onda de frio dos próximos dias. "A partir de 15 de maio, uma forte massa de ar polar avança sobre a região Sul e, no decorrer da semana, influenciará também as regiões Sudeste, Centro-Oeste e os estados de Acre e Rondônia, na região Norte”, explicou Thiago Schnorr, técnico em meteorologia do Cenad.

"Essa massa de ar avança e provoca baixas temperaturas, temperaturas negativas e geadas em diversos municípios da região Sul. Nas demais áreas, as temperaturas estarão mais baixas entre os dias 17 e 23, com acentuado declínio principalmente na temperatura mínima."

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