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Juiz determina que Palocci entregue carros de luxo 

Decisão foi de Eduardo Appio, da 13ª Vara Federal de Curitiba; ex-ministro da Fazenda tem cinco dias úteis para entregar veículos

Brasília|Do R7

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O ex-ministro Antonio Palocci durante prisão efetuada pela Polícia Federal
O ex-ministro Antonio Palocci durante prisão efetuada pela Polícia Federal

O juiz Eduardo Appio, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci entregue quatro carros de luxo que estão sob sua posse. A medida, assinada na segunda-feira (13), estabelece o prazo de cinco dias úteis para que Palocci realize a entrega dos veículos.

Segundo a decisão, os automóveis serão leiloados, e caberá à Justiça Federal do Distrito Federal a "destinação dos valores obtidos, caso decida aliená-los em favor da União e/ou das vítimas". Os quatro veículos são da montadora Hyundai.

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Outro carro, um Ford Fusion, já foi vendido após autorização judicial, e o valor arrecadado está depositado numa conta da Justiça. A reportagem busca contato com Palocci, mas não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestações.

Nomeação de Lula

Em janeiro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou Jeter Ribeiro de Souza para o cargo de assessor do gabinete adjunto de informações do gabinete pessoal do presidente da República.

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Jeter se envolveu na violação de sigilo do caseiro Francenildo Costa, em 2006. Na época, ele era gerente da Caixa Econômica Federal e imprimiu o extrato bancário de Francenildo a pedido do então presidente do banco, Jorge Mattoso. O caso levou, em março de 2006, à queda de Palocci do Ministério da Fazenda do primeiro governo de Lula.

Mattoso revelou depois, em depoimento, que havia entregado a Palocci o extrato da conta-poupança. A Polícia Federal concluiu que o ex-ministro fora o mandante da quebra ilegal de sigilo.

Em 2006, Francenildo afirmou que o ex-ministro frequentava uma casa de bingos usada por lobistas interessados em fechar negócios com o governo. Para a Justiça Federal, a quebra de sigilo da conta bancária de Francenildo foi uma forma de Palocci intimidar o caseiro.

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