Justiça mantém prisão de suspeitos de ligação com crime organizado no Rio
Medida contra seis investigados atende a pedido da Polícia Federal com aval da PGR; grupo é suspeito de movimentar R$ 7,6 bilhões
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A Justiça manteve a prisão preventiva de seis pessoas investigadas por suspeita de envolvimento com uma organização criminosa no Rio de Janeiro. A decisão é do ministro Alexandre de Moraes, e os suspeitos passaram por audiência de custódia.
Entre os alvos estão Márcio Canella, apontado pelos investigadores como articulador político do grupo, e Marcus Vinicius Amim Fernandes, ex-secretário de Polícia Civil do Rio.
Também tiveram a prisão decretada Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo; José Carlos Alves de Souza Júnior; Christiano Gaspar Fernandes e Giovanni Gaspar Fernandes.
A decisão atende a pedidos da Polícia Federal, com parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República). Além das prisões, Moraes autorizou buscas, acesso a dados armazenados em dispositivos eletrônicos, bloqueio de bens e valores e suspensão de atividades econômicas de investigados e empresas.
Como funcionava
Segundo a PF, o grupo investigado teria utilizado uma rede de postos de combustíveis e empresas para movimentar dinheiro de origem suspeita e ocultar patrimônio. As apurações indicam que o esquema pode ter movimentado mais de R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos.
Os investigadores suspeitam que a organização atuava em diferentes frentes, incluindo articulação política, administração de empresas, movimentação financeira e obtenção de proteção institucional. O inquérito apura possíveis crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e violação de sigilo funcional.
Papel dos investigados
Márcio Canella é apontado pela investigação como responsável por aproximar empresários e agentes públicos. Já Marcus Amim é suspeito de usar sua influência em cargos públicos para beneficiar o grupo. As suspeitas ainda precisam ser apuradas no decorrer do processo.
O caso tramita no Inquérito 5020, que apura possíveis conexões entre grupos criminosos violentos e agentes públicos no Rio de Janeiro. A investigação está relacionada às medidas determinadas pelo Supremo no âmbito da ADPF das Favelas, processo que trata da atuação das forças de segurança no estado.
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