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Operação contra Márcio Canella e Marcus Amim apreende 33 armas e 20 veículos de luxo

Joias, celulares, relógios, eletrônicos e documentos também foram recolhidos pelos agentes na 8ª fase da ação Unha e Carne

Rio de Janeiro|Do R7

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Joias e relógios de luxo foram apreendidos em uma residência na Barra da Tijuca Divulgação/ Polícia Federal

A Polícia Federal apreendeu desde itens de luxo até armas durante a 8ª fase da Operação Unha e Carne, que terminou com as prisões do deputado estadual eleito, Márcio Canella, e do ex-secretário da Polícia Civil, Marcus Amim, e mais quatro policiais civis no Rio de Janeiro, na quinta-feira (15).

Os policiais federais estiveram em diferentes endereços dos investigados nos municípios de Niterói, Angra dos Reis, Búzios, Petrópolis, Nova Iguaçu e São Gonçalo, além da capital fluminense.

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As equipes cumpriram seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

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No dia seguinte à ação, os agentes federais concluíram a contabilização dos materiais e divulgaram o balanço final:

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  • 20 veículos de luxo;
  • ⁠14 celulares;
  • 49 joias e relógios de luxo;
  • Cerca de R$ 90.000,00, em espécie;
  • ⁠33 armas e munições;
  • Mídias e eletrônicos;
  • Documentos diversos.
Polícia localizou R$ 40 mil escondidos em adega Reprodução/ Polícia Federal

Na casa de um dos alvos, numa cobertura de alto padrão em Camboinhas, em Niterói, as equipes encontraram R$ 40 mil escondidos em uma adega.

A investigação mirou suspeitos de envolvimento em um esquema que usava uma rede de postos de combustíveis para lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o grupo contava com a participação de agentes públicos e políticos para operar. A suspeita é que a quadrilha tenha movimentado mais de R$ 7 bilhões em seis anos.

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Veja quem é quem na investigação

Canella, Amim e Christiano foram presos RECORD
  • Márcio Correia de Oliveira, o “Márcio Canella”

O ex-prefeito de Belford Roxo é apontado como articulador de alto escalão da organização criminosa. Ele teria influência na indicação de Marcus Amim à presidência do Detran-RJ e, depois, para a Secretaria de Polícia Civil. Ele foi indiciado por organização criminosa armada e lavagem de capitais.

  • Marcus Vinicius Amim Fernandes

O delegado é suspeito de usar os cargos que ocupou no Detran e na chefia da Polícia Civil para blindar o grupo e proteger as atividades ilícitas. Ele aparece no inquérito como sócio oculto de uma empresa investigada.

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  • Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como “Pablo Russo”

O inspetor da Polícia Civil seria o principal operador de diversas unidades da rede de postos de combustíveis. Pablo Russo ainda recebia agendas sigilosas de fiscalização antecipadas por servidores públicos. Ele foi indicado por organização criminosa armada, corrupção ativa, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis, formação de cartel e lavagem de capitais.

  • José Carlos Alves de Souza Júnior

O policial civil é suspeito de atuar na estrutura econômica do grupo. Ele faria a distribuição de recursos entre integrantes da organização e agentes públicos.

  • Christiano Gaspar Fernandes

Ele é policial civil reintegrado e atual secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo. Aparece como sócio oculto de um posto de gasolina junto do irmão Giovanni.

  • Giovanni Gaspar Fernandes

Aparece como sócio oculto de uma empresa junto do irmão.

O que dizem as defesas

Em nota, a defesa de Marcio Canella disse “confiar em Deus, na Justiça e ter certeza de que tudo será esclarecido”.

Já o advogado de Marcus Amin informou que aguarda o acesso ao cliente e à decisão para se manifestar.

A defesa de Christiano e Giovanni afirmou estar surpresa com as prisões deles.

Corregedoria da Polícia Civil

A Corregedoria-Geral de Polícia Civil participou da operação em apoio à Polícia Federal.

Em nota, a Polícia Civil declarou que “não compactua com qualquer desvio de conduta e adota, de forma rigorosa, as medidas administrativas e disciplinares cabíveis diante de indícios de irregularidades”.

A instituição acrescentou que “mantém atuação integrada com outras forças de segurança e órgãos de controle, respeitando as atribuições de cada instituição, para garantir a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, quando cabível”.

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