Brasília Justiça nega 4º pedido de liberdade de homem que atropelou servidora

Justiça nega 4º pedido de liberdade de homem que atropelou servidora

Pedido foi rejeitado pela 2ª turma criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT)

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

A Justiça negou, pela quarta vez, um pedido de habeas corpus em favor de Paulo Ricardo Moraes Milhomem, que atropelou a servidora pública Tatiana Thelecildes Fernandes Machado Matsunaga, 40 anos, em frente à residência da mulher, no Lago Sul, após uma briga de trânsito. Milhomem, que foi denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio qualificada por motivo fútil e com recurso que torna impossível a defesa da vítima.

O advogado do réu, Leonardo de Carvalho e Silva, confirmou a negativa da 2ª turma criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), e informou que a defesa tem 10 dias para preparar e entregar à Justiça a peça de resposta à acusação. A vítima segue internada em estado grave na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Brasília. O crime foi filmado pelo circuito de segurança da casa de Tatiana por mais de um ângulo. Ele a perseguiu até o local depois de um desentendimento no trânsito.

Nas imagens, é possível ver o momento em que o advogado atinge a mulher com o carro, derruba Tatiana no chão e, em seguida, passa por cima dela e foge sem prestar socorro. O marido dela ouviou a discussão e saiu de casa. A mulher estava com o filho de 8 anos no banco de trás do carro. Os dois presenciaram o momento em que Milhomem passou por cima da mulher. O crime aconteceu na QI 15 do Lago Sul na manhã da quarta-feira (25/8).

Após fugir, o agora réu ainda levou algumas horas para se entregar na 10ª delegacia de Polícia (Lago Sul), acompanhado de advogados. A perseguição ao criminoso já tinha começado quando ele compareceu à DP. O relator do caso no TJDFT, o desembargador Roberval Casemiro Belinati, tinha negado o pedido de habeas corpus da defesa de Milhomem em 27 de agosto, e os defensores recorreram. Posteriormente, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou pela rejeição do pedido de soltura.

“Em decorrência da gravidade concreta da conduta e da periculosidade do paciente, sua prisão preventiva é medida que se impõe, ainda mais quando se verifica na hipótese que as medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal são insuficientes e inadequadas ao caso sob análise. Manifesta-se o MPDFT pelo conhecimento e denegação da ordem”, concluiu a promotora Marinita Maria da Silva à época.

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