Lideranças partidárias brasileiras se manifestam sobre ataque dos Estados Unidos à Venezuela
Políticos publicaram em redes sociais durante toda a manhã

O ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que teria resultado na captura do presidente Nicolás Maduro e em sua transferência para território norte-americano, provocou reações imediatas de lideranças políticas brasileiras nas redes sociais. As manifestações expõem uma forte divisão entre parlamentares e governadores, com críticas à violação da soberania venezuelana e, em sentido oposto, elogios à atuação do presidente Donald Trump.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), condenou tanto o regime de Maduro quanto a ação militar dos Estados Unidos.
“O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável.”
Já o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), adotou tom oposto e elogiou a decisão do governo norte-americano.
“Quero parabenizar o presidente Trump pela brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela, um povo que estava sendo oprimido há décadas por tiranos antidemocráticos.”
No Senado, o líder do Republicanos, Mecias de Jesus, também comemorou a ação.
“Aplaudo de pé o presidente Donald Trump por agir em defesa da democracia nas Américas. A captura de Nicolás Maduro enfrenta uma ditadura que oprime seu povo e exporta instabilidade. Enquanto Lula foi conivente, Roraima pagou o preço da crise migratória. A liberdade começa a ser devolvida ao povo venezuelano e também ao Brasil”, declarou o senador.
Na Câmara dos Deputados, a reação do PT foi de repúdio. O líder do partido, Lindbergh Farias, classificou a ofensiva como uma ameaça regional.
“Repudiamos o ataque dos EUA e nossa total solidariedade ao povo venezuelano. Essa agressão ilegal e absurda ameaça toda a soberania da América do Sul e pode criar enormes desafios sociais e humanitários na região. Uma guerra imperialista para se apropriar de riquezas naturais e do petróleo venezuelano não pode ser naturalizada. Defendemos a paz e a autodeterminação dos povos.”
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a prisão de Maduro representa uma ruptura histórica.
“A prisão de Nicolás Maduro não é apenas um fato político. É um marco histórico. (...) A esperança venceu o medo. E quando isso acontece, não há ditadura que sobreviva.”
Na oposição de esquerda, a líder da bancada do PSOL, Talíria Petrone, classificou a ação como extremamente grave.
“Gravíssimos os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela. Bombardearam o país e capturaram Nicolás Maduro. Trata-se de um ataque inaceitável à soberania do povo venezuelano e de toda a América Latina.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou mais cedo. Segundo Lula, os bombardeios e a detenção do chefe de Estado venezuelano ultrapassariam “uma linha inaceitável” e configurariam violação do direito internacional.
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