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Lula chega à ONU sob tensão com Trump e deve defender autonomia do Brasil

Presidente do Brasil abre discursos nesta terça-feira, às 10h, e deve abordar conflitos e reforma do Conselho de Segurança

Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula abrirá a 81ª Assembleia Geral da ONU com discurso focado em soberania, multilateralismo e solução pacífica de conflitos.
  • O presidente brasileiro defenderá a reforma do Conselho de Segurança da ONU e o respeito ao direito internacional humanitário.
  • O discurso ocorre em meio a tensões entre Brasil e EUA, com críticas de Lula ao presidente Trump.
  • Após o discurso, Lula se encontrará com o secretário-geral da ONU, António Guterres, em sua última participação no cargo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula
Fala de Lula na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU está prevista para 10h, no horário de Brasília Ricardo Stuckert/PR - 24.09.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve focar na defesa do multilateralismo, da soberania dos países e da negociação como caminho para a solução de conflitos no discurso que fará nesta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.

A fala está prevista para acontecer às 10h, no horário de Brasília, quando o Brasil tradicionalmente inaugura o debate geral.

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Lula também deverá defender o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países.

A reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança, deverá aparecer entre os temas abordados pelo presidente, que há anos defende uma atualização da composição e do funcionamento do órgão.

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O discurso ocorre em um momento de forte tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos.

Na segunda-feira (21), véspera da Assembleia, Lula afirmou em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN, que o presidente Donald Trump age como um “imperador” e disse que o Brasil poderá aplicar a Lei da Reciprocidade caso as negociações comerciais entre os dois países não resultem em acordo.

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Conflitos e soberania

A previsão do governo é de que Lula apresente no plenário da ONU a visão brasileira sobre os principais conflitos e temas da agenda internacional.

A defesa da negociação e do multilateralismo deve ser uma aposta do presidente diante do cenário de guerras e do aumento com gastos militares.

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No discurso do ano passado, Lula dedicou parte significativa da fala aos conflitos em Gaza e na Ucrânia, à crise do multilateralismo, à defesa da democracia, à fome e à mudança climática.

O tema da 81ª Assembleia Geral é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”. O Debate Geral começa nesta terça-feira e seguirá até sábado (26), com uma data extra em 28 de setembro.

Agenda antes da ONU

Lula chegou a Nova York no domingo (20) e, na segunda-feira, participou de uma série de encontros.

Um deles foi com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, com quem discutiu políticas públicas, pobreza e a proposta brasileira de redução da jornada de trabalho. Também na segunda, Lula concedeu entrevista a Christiane Amanpour, da CNN.

Após o discurso desta terça-feira, Lula terá um encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Esta será a última participação de Guterres como secretário-geral, já que seu segundo mandato termina em 31 de dezembro deste ano.

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