Marcos Pontes diz que tarifaço pode ser negociado e que reciprocidade ‘não é boa opção’
Senador avalia que Lula tem falado ‘bobagem’ ao citar moeda dos Brics e que alternativa ao dólar provoca o país norte-americano
Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília
RESUMO DA NOTÍCIA
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O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) considera que a taxação imposta pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, iniciada nesta quarta-feira (6), ainda pode ser revertida por meio da negociação.
Para ele, este não seria o momento adequado para aplicar medidas de reciprocidade econômica por parte do Brasil.
“Impor taxas recíprocas não representa uma boa estratégia. Essa é uma atribuição do Executivo, mas, nesse caso, não seria eficaz. Isso encerraria qualquer tentativa de diálogo. Não é um instrumento útil agora”, argumenta.
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Em entrevista ao portal R7, o senador afirmou que os próximos passos envolvem conversas com setores produtivos, visando uma análise detalhada dos itens afetados pelo aumento tarifário.
“Vamos tratar o tema por segmento, buscando reduzir essas cobranças”, declarou.
Pontes também acredita que pressões internas nos Estados Unidos, especialmente de representantes estaduais, podem favorecer negociações futuras, à medida que os impactos econômicos se tornarem mais evidentes.
“A cadeia produtiva norte-americana será atingida. Haverá prejuízo no nível de emprego. Senadores e deputados precisarão reagir, defendendo seus estados e os postos de trabalho locais. A partir disso, o diálogo tende a avançar”, afirma.
Críticas a Lula e diálogo com Trump
O senador criticou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionadas às tarifas anunciadas por Washington. Para Pontes, o chefe do Executivo brasileiro deveria buscar uma aproximação com o presidente norte-americano, Donald Trump.
“É hora de agir com responsabilidade, como líder da nação. Lula precisa ir até Trump e conversar”, opinou.
Segundo o parlamentar, que comandou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações no governo Bolsonaro, o presidente brasileiro tem cometido erros ao insistir em propostas como a criação de uma moeda alternativa ao dólar.
“Esse tipo de declaração tem gerado forte irritação nos Estados Unidos. Sem apresentar algo concreto, é melhor evitar falas imprudentes. Isso pode colocar o Brasil em rota de colisão com a maior potência econômica do mundo, com a qual mantemos relações comerciais há mais de dois séculos”, alertou.
De acordo com Pontes, políticos norte-americanos expressaram preocupação com a postura brasileira durante encontros recentes da comitiva brasileira nos EUA.
Riscos no comércio com a Rússia
Apesar da expectativa de avanço nas tratativas com os EUA, o senador faz um alerta sobre outro ponto sensível: o comércio com a Rússia.
Ele cita uma proposta em tramitação no Congresso norte-americano que prevê a imposição de tarifas a países que mantenham transações comerciais com o governo de Vladimir Putin.
“É urgente lidar com a questão das importações de óleo diesel russo. Trata-se de um problema grave, capaz de unir democratas e republicanos contra qualquer país que mantenha esse tipo de comércio”, adverte.
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