Marinha e instituto nuclear iniciam produção de radioisótopo usado em tratamento de câncer
Primeiras amostras de Lutécio-177 foram validadas em agosto; iniciativa busca ampliar oferta de radiofármacos no país
Brasília|Do R7, em Brasília
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A Marinha do Brasil e o Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) iniciaram a produção nacional de Lutécio-177, radioisótopo utilizado no tratamento de tumores neuroendócrinos e no combate ao câncer de próstata.
A iniciativa marca o início da operação contínua do reator de pesquisa IEA-R1, conduzida em turnos por militares da Força Naval e técnicos do Ipen.
As primeiras amostras do insumo foram produzidas e validadas no fim de agosto, durante as comemorações dos 69 anos do instituto.
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“Já fazia mais de dez anos que o reator não operava de forma contínua. Essa retomada possibilita a produção de material essencial para a fabricação de radiofármacos utilizados na medicina nuclear”, afirmou a coordenadora do Centro de Radiofarmácia do Ipen, Elaine Bortoleti.
O país importa atualmente a maior parte dos radioisótopos usados em tratamentos, o que representou cerca de US$ 50 milhões em compras somente entre 2023 e 2024.
Para a superintendente do Ipen, Isolda Costa, a parceria com a Marinha representa um passo importante para reduzir a dependência externa.
“Sem o Ipen, não haveria transferência de conhecimentos, e sem os militares da Marinha não teríamos pessoal capacitado para operar o reator de forma contínua, inclusive durante a madrugada. Essa sinergia é fundamental.”
O projeto também formou equipes de operadores militares e civis, todos aprovados em processos de licenciamento da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).
“Esse processo de qualificação é muito especial para o Programa Nuclear da Marinha. Esses militares estão servindo e colaborando com a produção de radiofármacos e com sua entrega ao serviço de saúde”, disse o almirante de esquadra Alexandre Rabello de Faria, diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha.
O convênio entre Marinha e Ipen, válido até 2027, prevê ainda a produção de outros insumos, como o Iodo-131, além de pesquisas sobre novos elementos químicos.
Para o presidente da CNEN, Francisco Rondinelli Junior, a cooperação representa um marco institucional. “Este momento entrega para a sociedade profissionais capacitados e capazes de explorar o potencial da área nuclear em termos de aplicações, desenvolvimento e saúde.”
Perguntas e respostas
Qual é a nova iniciativa da Marinha do Brasil e do Ipen?
A Marinha do Brasil e o Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) iniciaram a produção nacional de Lutécio-177, um radioisótopo utilizado no tratamento de tumores neuroendócrinos e no combate ao câncer de próstata.
O que marca o início dessa produção?
A iniciativa marca o início da operação contínua do reator de pesquisa IEA-R1, que é conduzida em turnos por militares da Força Naval e técnicos do Ipen.
Quando foram produzidas as primeiras amostras do Lutécio-177?
As primeiras amostras do insumo foram produzidas e validadas no fim de agosto, durante as comemorações dos 69 anos do instituto.
Qual é a importância da retomada da operação do reator?
A coordenadora do Centro de Radiofarmácia do Ipen, Elaine Bortoleti, afirmou que a retomada da operação do reator, que não funcionava de forma contínua há mais de dez anos, possibilita a produção de material essencial para a fabricação de radiofármacos utilizados na medicina nuclear.
Qual é a situação atual do Brasil em relação à importação de radioisótopos?
Atualmente, o Brasil importa a maior parte dos radioisótopos usados em tratamentos, o que representou cerca de US$ 50 milhões em compras somente entre 2023 e 2024.
Como a parceria entre a Marinha e o Ipen é vista?
A superintendente do Ipen, Isolda Costa, considera a parceria com a Marinha um passo importante para reduzir a dependência externa. Ela destacou que sem o Ipen não haveria transferência de conhecimentos e sem os militares da Marinha não haveria pessoal capacitado para operar o reator de forma contínua.
Que tipo de equipe foi formada para a operação do reator?
O projeto formou equipes de operadores militares e civis, todos aprovados em processos de licenciamento da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).
Qual é a visão do almirante Alexandre Rabello de Faria sobre a qualificação dos operadores?
O almirante de esquadra Alexandre Rabello de Faria, diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, afirmou que o processo de qualificação é muito especial para o Programa Nuclear da Marinha, pois os militares estão colaborando com a produção de radiofármacos e sua entrega ao serviço de saúde.
O que prevê o convênio entre a Marinha e o Ipen?
O convênio, válido até 2027, prevê a produção de outros insumos, como o Iodo-131, além de pesquisas sobre novos elementos químicos.
Qual é a opinião do presidente da CNEN sobre essa cooperação?
O presidente da CNEN, Francisco Rondinelli Junior, considera a cooperação um marco institucional, afirmando que esse momento entrega à sociedade profissionais capacitados para explorar o potencial da área nuclear em termos de aplicações, desenvolvimento e saúde.
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