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Mendonça afirma que foi advertido sobre ataques e que não teme intimidação

Mais cedo, Gilmar Mendes usou as redes sociais para criticar o colega, chamando-o de ‘boneco de campanha’ e ‘pixuleco eleitoral’

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • André Mendonça, ministro do STF, afirma que continuará cumprindo seu dever apesar de ataques e intimidações.
  • O Instituto Iter, do qual Mendonça se desligou, recebeu R$ 5,2 milhões de empresa ligada a Lucas Kallas.
  • Gilmar Mendes criticou Mendonça nas redes sociais, chamando-o de "boneco de campanha".
  • Mendonça rebateu críticas, defendendo sua decisão de retirar sigilo de processo e pedindo um código de ética no STF.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após as críticas de Gilmar Mendes nas redes sociais, o ministro André Mendonça divulgou uma nota Rosinei Coutinho/STF - 16.09.2026

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quinta-feira (17) que seguirá cumprindo o seu dever com serenidade e responsabilidade, “apesar dos ataques e tentativas de intimidação” que vem sofrendo.

“Quando decidi levar adiante as informações que recebi da Polícia Federal, sabia que viriam represálias. Fui advertido, de forma implícita e explícita, de que viriam ataques à minha pessoa e a pessoas próximas a mim”, disse o magistrado.


O cenário de tensão no STF ganhou um novo elemento com a revelação de que o Instituto Iter, entidade da qual o ministro André Mendonça se desligou no início de setembro, recebeu R$ 5,2 milhões da Cedro Participações, empresa do empresário Lucas Kallas, ex-parceiro de negócios do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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Ao citar o filósofo alemão Schopenhauer, Mendonça afirmou que “dentre os estratagemas para se tentar vencer um debate sem ter razão estão os ataques pessoais contra quem se diverge, fazendo-o de forma injusta, ofensiva e insultante”.


“No entanto, nada tenho a temer. Assim, apesar dos ataques e tentativas de intimidação, seguirei cumprindo meu dever com serenidade e responsabilidade”, completou o ministro do STF.

Mais embates

Mais cedo, o ministro Gilmar Mendes usou as redes sociais para defender o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, em relação aos questionamentos sobre sua ligação com Daniel Vorcaro. Na publicação, Mendes também voltou a criticar o ministro André Mendonça, chamando o relator de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”.


Após as críticas de Gilmar Mendes nas redes sociais, Mendonça divulgou uma nota negando que a decisão de tornar público o processo sobre o Master tenha sido dele e defendendo a urgência da aprovação de um código de ética no Supremo. No posicionamento, ele aponta que apenas retirou o sigilo dentro dos limites de sua função, “nos estritos limites do que lhe competia decidir”.

Ao rebater as falas de Mendes, Mendonça criticou a atuação do colega, alegando que o ministro “sempre pleiteou publicidade irrestrita, da integralidade de toda a investigação”. A nota faz menção, ainda, aos episódios de bate-boca e cobranças protagonizados por Gilmar Mendes durante o julgamento de Alexandre de Moraes.

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