Mendonça afirma que foi advertido sobre ataques e que não teme intimidação
Mais cedo, Gilmar Mendes usou as redes sociais para criticar o colega, chamando-o de ‘boneco de campanha’ e ‘pixuleco eleitoral’
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O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quinta-feira (17) que seguirá cumprindo o seu dever com serenidade e responsabilidade, “apesar dos ataques e tentativas de intimidação” que vem sofrendo.
“Quando decidi levar adiante as informações que recebi da Polícia Federal, sabia que viriam represálias. Fui advertido, de forma implícita e explícita, de que viriam ataques à minha pessoa e a pessoas próximas a mim”, disse o magistrado.
O cenário de tensão no STF ganhou um novo elemento com a revelação de que o Instituto Iter, entidade da qual o ministro André Mendonça se desligou no início de setembro, recebeu R$ 5,2 milhões da Cedro Participações, empresa do empresário Lucas Kallas, ex-parceiro de negócios do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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Ao citar o filósofo alemão Schopenhauer, Mendonça afirmou que “dentre os estratagemas para se tentar vencer um debate sem ter razão estão os ataques pessoais contra quem se diverge, fazendo-o de forma injusta, ofensiva e insultante”.
“No entanto, nada tenho a temer. Assim, apesar dos ataques e tentativas de intimidação, seguirei cumprindo meu dever com serenidade e responsabilidade”, completou o ministro do STF.
Mais embates
Mais cedo, o ministro Gilmar Mendes usou as redes sociais para defender o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, em relação aos questionamentos sobre sua ligação com Daniel Vorcaro. Na publicação, Mendes também voltou a criticar o ministro André Mendonça, chamando o relator de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”.
Após as críticas de Gilmar Mendes nas redes sociais, Mendonça divulgou uma nota negando que a decisão de tornar público o processo sobre o Master tenha sido dele e defendendo a urgência da aprovação de um código de ética no Supremo. No posicionamento, ele aponta que apenas retirou o sigilo dentro dos limites de sua função, “nos estritos limites do que lhe competia decidir”.
Ao rebater as falas de Mendes, Mendonça criticou a atuação do colega, alegando que o ministro “sempre pleiteou publicidade irrestrita, da integralidade de toda a investigação”. A nota faz menção, ainda, aos episódios de bate-boca e cobranças protagonizados por Gilmar Mendes durante o julgamento de Alexandre de Moraes.
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