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Projeto de Código de Ética de Fachin perde força e trava no STF

Com o clima tenso, o presidente da Corte acabou isolado e sem margem de manobra para emplacar a proposta

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Edson Fachin propôs um Código de Conduta para os ministros do STF, mas a proposta perdeu força.
  • O clima tenso no tribunal, com desentendimentos públicos e investigações, isolou Fachin e dificultou a aprovação da proposta.
  • Uma ala do STF se opôs ao código, considerando-o uma exposição desnecessária e uma trava para a Corte.
  • O projeto, com a ministra Cármen Lúcia como relatora, está paralisado e pode não ser discutido antes do fim do mandato de Fachin.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com o clima pesado, Fachin acabou isolado e sem margem de manobra para emplacar a proposta Rosinei Coutinho/STF - 15.09.2026

Uma das principais promessas do ministro Edson Fachin ao assumir a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), a criação de um Código de Conduta para os próprios ministros, pode ter ficado mais fraca e distante de acontecer diante da crise que afeta a Corte.

Com as possíveis investigações e as trocas de acusações no Caso Master, o presidente do STF perde margem de manobra para emplacar a proposta.


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A avaliação nos bastidores é de que, sem o respaldo de nomes fortes do plenário, o projeto, que tem a ministra Cármen Lúcia como relatora, está travado.

Para a maioria dos ministros, aprovar um código rígido agora soaria para o público como um atestado de culpa ou daria munição para os críticos do STF fora de Brasília.


A proposta

Desde que assumiu o comando da Corte, Fachin batia na tecla de que era preciso criar regras claras: mais transparência, freios para decisões individuais (as chamadas monocráticas) e critérios rígidos para evitar conflitos de interesse quando advogados parentes de ministros atuam no tribunal.

A proposta, no entanto, nunca foi bem recebida por uma ala influente do STF, que via no projeto uma exposição desnecessária e uma trava sem sentido em um momento em que a Corte já é criticada de todos os lados.


A meta inicial era entregar o texto pronto logo depois das eleições. No entanto, com o Plenário rachado ao meio, colegas de Fachin já admitem que a pauta não entrará em discussão. O presidente corre o risco de terminar o mandato sem entregar a marca institucional que mais queria deixar para a história da Corte.

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