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PF pede em fevereiro, e Nunes Marques libera em setembro operação que mirava ACM Neto

Político baiano era alvo da PF hoje, mas o ministro não autorizou buscas em operação que apura fraudes na prefeitura de BH

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A PF deflagrou a 10ª fase da Operação Overclean, focando em fraudes em contratos de educação na Prefeitura de Belo Horizonte.
  • O ministro Nunes Marques autorizou a operação em setembro, mas vetou buscas contra ACM Neto, exigindo mais embasamento jurídico.
  • Entre os alvos principais estão o ex-secretário de educação Bruno Barral e o empresário Marcos Moura, suspeitos de envolvimento no esquema.
  • A operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em diversos estados, encontrando R$ 215 mil em espécie em um dos endereços.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Nunes Marques autorizou a operação, mas vetou buscas contra ACM Neto Rosinei Coutinho/STF

A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quinta-feira (17) a 10ª fase da Operação Overclean, que apura suspeitas de desvios em contratos públicos a partir de contratação direcionada de empresários que participam do esquema.

Nesta fase, a mirou contratos na área de educação da Prefeitura de Belo Horizonte (MG) entre 2024 e 2025. Segundo investigadores, há indícios de direcionamento para fornecimento de serviços e de materiais didáticos à prefeitura.


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Durante a investigação, a PF pediu autorização ao juiz para cumprir busca e apreensão em endereços ligados ao candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, em fevereiro deste ano.

Apenas este mês, quase 8 meses depois, o ministro Nunes Marques autorizou a operação, mas vetou buscas contra ACM. Na decisão, o ministro do STF pede mais embasamento jurídico para um mandado contra ACM e que a PF busque mais provas de outra maneira.


Entre os alvos principais desta fase estão o ex-secretário de educação de Belo Horizonte Bruno Barral, afastado do cargo em outra fase da operação, e o empresário Marcos Moura, conhecido como Rei do Lixo e um dos principais suspeitos dos esquemas em outras fases da Overclean, que investigaram fraudes em contratações em outros órgãos.

O esquema teria fechado contratos na casa de R$ 80 milhões na Educação de Belo Horizonte durante a gestão de Bruno Barral. O ex-secretário seria uma indicação de ACM Neto. A PF apura o favorecimento de empresas por um grupo do qual, supostamente, ACM Neto faria parte, com intuito de cobrança de propina.


Hoje, a PF cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, na Bahia, em São Paulo, no Tocantins, no Paraná e no Espírito Santo.

Em um dos endereços, a polícia encontrou R$ 215 mil em espécie.

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