Michelle Bolsonaro está 'absolutamente tranquila', diz defesa sobre caso das joias
Na semana passada, a PF pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da ex-primeira-dama e do ex-presidente Jair Bolsonaro
Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

A defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) informou que pediu acesso aos autos do caso de desvio e venda ilegal de joias do acervo da Presidência da República para saber quais suspeitas recaem sobre ela. Segundo os advogados, Michelle "está absolutamente tranquila, porque não participou e desconhece ter ocorrido irregularidade ou ilicitude”.
Na semana passada, a Polícia Federal pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da ex-primeira-dama junto com a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nos últimos dias, as investigações sobre as supostas vendas ilegais de joias presenteadas por autoridades estrangeiras puseram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a esposa dele na mira da PF.
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Apesar de o ex-chefe do Executivo e a esposa não terem sido alvo da última operação sobre as joias, um relatório de investigação mostra que pode haver relação direta deles com o caso. O uso de avião público para transportar bens a ser vendidos nos Estados Unidos e as mensagens que organizam a entrega de US$ 25 mil "em mãos" ao ex-presidente estão entre os indícios encontrados pela Polícia Federal.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vê "determinação" de Bolsonaro para o esquema. A defesa do ex-presidente afirmou que ele "jamais se apropriou ou desviou quaisquer bens públicos".
A PF também relatou que Michelle esqueceu joias na embaixada do Brasil em Londres durante a viagem para participar do funeral da rainha Elizabeth 2ª, em setembro de 2022, segundo uma troca de emails de ex-ajudantes de ordens de Bolsonaro. Os itens, que estavam dentro de uma caixa de papelão, foram encontrados embaixo da cama do quarto em que Michelle e o ex-presidente ficaram hospedados. A assessoria da ex-primeira-dama nega que os objetos pertenciam a ela.















