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Ministério da Saúde acompanha caso de brasileiro que contraiu varíola do macaco

Em nota, pasta afirmou que já pediu mais informações à OMS e às autoridades da Alemanha, país onde está o paciente brasileiro

Brasília|Carlos Eduardo Bafutto e Renato Souza, do R7, em Brasília

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Bolhas no corpo, sintoma da chamada 'varíola dos macacos'
Bolhas no corpo, sintoma da chamada 'varíola dos macacos'

O Ministério da Saúde afirmou nesta sexta-feira (20) que acompanha o caso do brasileiro que contraiu varíola dos macacos. Em nota, a pasta informou que solicitou informações à Organização Mundial da Saúde (OMS) e às autoridades de saúde da Alemanha sobre a doença. 

O brasileiro infectado tem 26 anos e é o primeiro caso da doença confirmado na Alemanha. Ele viajou recentemente para outros dois países em que a varíola dos macacos já foi detectada: Portugal e Espanha — informou nesta sexta-feira o site da estatal de notícias Deutsche Welle. Ele foi posto em isolamento em uma clínica da cidade.

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O paciente procurou voluntariamente um serviço de saúde após ter febre e dificuldade para engolir. Segundo a clínica, ele não precisa de medicação especial e deve ficar isolado pelas próximas três ou quatro semanas pelo risco de transmissão.

Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, até o momento, não há casos notificados da doença no país. "O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) enviou aos estados as informações disponíveis sobre a doença até o momento, buscando orientar os profissionais de saúde", afirmou o ministério.

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A varíola dos macacos é uma doença viral endêmica no continente africano. Por enquanto, não houve notificação de óbitos entre os casos detectados em países fora da África. 

Varíola dos macacos

A varíola dos macacos é rara e causada pelo vírus da varíola símia, semelhante geneticamente ao vírus da varíola, mas que causa uma doença geralmente mais leve.

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"Apesar do nome, os primatas não humanos não são reservatório do vírus da varíola. Embora o reservatório seja desconhecido, os principais candidatos são pequenos roedores (p. ex., esquilos) nas florestas tropicais da África, principalmente na África Ocidental e Central", explica o Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento.

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Casos da doença foram notificados desde 2016 em Serra Leoa, República Centro-Africana, República do Congo e Nigéria. Esse último país sofreu o maior surto recente.

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Nos Estados Unidos, um surto foi registrado em 2003. As autoridades locais constataram que roedores importados da África como animais de estimação haviam transmitido o vírus para cachorros, que o passaram para humanos. Trinta e cinco casos foram confirmados em seis estados.

O vírus é transmitido de animais para humanos por meio de secreções fisiológicas, mas a transmissão entre pessoas é mais difícil. Acredita-se que seja mais provável quando há contato direto e prolongado, segundo o manual.

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