Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Alexandre de Moraes autoriza transferência de joias apreendidas no caso Bolsonaro

Guardadas em agência da Caixa em Brasília, peças vão para alfândega de aeroporto de SP, por onde entraram ilegalmente

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência de joias sauditas para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo.
  • A Receita Federal considera a mudança essencial para o processo de "perdimento" das joias, visando transferi-las definitivamente para a União.
  • Procuradoria-Geral da República concordou com a transferência, destacando a ausência de interesse criminal no local atual das joias.
  • Bolsonaro foi indiciado por peculato e outros crimes em 2024, após tentar trazer ilegalmente presentes da Arábia Saudita ao Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Receita alega que procedimento é essencial para transferir a propriedade das joias para a União Polícia Federal/Divulgação - Arquivo

O Ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou o pedido da Receita Federal para transferir a custódia das joias sauditas dadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Agora, as peças — que estavam guardadas em uma agência da Caixa Econômica Federal na Asa Sul, em Brasília — serão transferidas para a alfândega do Aeroporto de Guarulhos (SP), unidade aduaneira por onde os bens entraram no país.


Leia Mais

A Receita Federal alegou que essa mudança é essencial para o andamento do procedimento fiscal de “perdimento” dos bens. O processo visa transferir a propriedade definitiva das joias para a União.

A Procuradoria-Geral da República deu parecer favorável à transferência, destacando que não há mais interesse criminal em manter as joias apreendidas no lugar atual e que a medida é necessária para o processo fiscal.


Origem da investigação

Em 2023, o governo de Bolsonaro tentou trazer ilegalmente para o Brasil presentes do regime da Arábia Saudita para o então chefe do Executivo e a ex-primeira-dama. Os itens foram apreendidos no Aeroporto de Guarulhos (SP).

Em julho de 2024, a Polícia Federal indiciou Bolsonaro por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação reconstituiu o esquema montado para desviar presentes de alto valor e vendê-los no exterior. Outros dez investigados também foram indiciados.


Leia mais

O caso envolveu três pacotes de artigos de luxo avaliados em milhões de reais dados ao governo brasileiro, incluindo um relógio Rolex.

A investigação apontou que os envolvidos usaram a estrutura do Estado para desviar os itens e vendê-los no exterior.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.